MS Delas

Search
Close this search box.
25°C

Quanto custa deixar o carregador na tomada?

Muitos brasileiros possuem o hábito de retirar o celular do cabo, mas deixar o carregador conectado à parede “para facilitar a próxima carga”. Embora pareça inofensivo, esse comportamento alimenta o chamado “consumo vampiro” ou “energia fantasma”. Mas, afinal, quanto isso pesa no bolso e qual o real impacto para o sistema elétrico?

Mesmo quando não está conectado a um dispositivo, o carregador de celular consome energia. Isso ocorre porque o acessório possui um transformador interno que converte a tensão da rede elétrica (127V ou 220V) para a voltagem do aparelho (geralmente 5V ou 9V). Esse circuito permanece fechado e ativo enquanto estiver na tomada, dissipando uma pequena quantidade de eletricidade em forma de calor.

Em média, um carregador original e moderno consome entre 0,1 e 0,5 Watts por hora em modo de espera (standby).

Para entender o impacto mensal, considere o seguinte cenário:

*Consumo médio: 0,26W

*Tempo na tomada: 24 horas por dia

*Período: 30 dias

*Cálculo: $(0,26W \times 24h \times 30 \text{ dias}) / 1000 = 0,18 \text{ kWh/mês}$

No cenário individual, o custo é irrisório, variando entre R$ 0,15 e R$ 0,50 por ano, dependendo da tarifa de energia da sua região. Contudo, se uma casa possui cinco carregadores conectados permanentemente, o gasto começa a se tornar visível ao longo de uma década.

Comparativo de “Consumo Vampiro”

Os carregadores não são os únicos vilões. Veja quanto outros aparelhos em standby podem custar por mês:

AparelhoConsumo Mensal Médio (kWh)
Videogame15,0
Decoder de TV a Cabo7,0
Micro-ondas (painel digital)3,0
Carregador de Celular0,2

Dicas para Economizar

Conecte os carregadores em um filtro de linha com interruptor. Ao desligar a chave, você corta a energia de todos de uma vez. Assim que o celular atingir 100%, remova o carregador da tomada. Isso preserva a bateria do aparelho e economiza energia. Carregadores piratas consomem até 10 vezes mais energia em modo de espera do que os modelos originais.

Olga Cruz

*Com informações da ANEEL, e Proteste

Você também pode gostar...