Assistentes educacionais em Campo Grande (Foto: Caio Tumelero)
Nesta terça-feira (3), assistentes educacionais foram a 1ª sessão da Câmara Municipal de Campo Grande para pedir valorização da classe. Entre as reivindicações, estão o aumento salário e o reconhecimento da categoria.
Antes mesmo das portas da Câmara abrir para a primeira sessão do ano, as assistentes lotavam o local. A manifestação foi organizada para pedir atenção a categoria que atua em EMEIs (Escolas Municipais de Educação Infantil) da capital de Mato Grosso do Sul.
Segundo Natali Pereira de Oliveira, assistente da educação infantil e porta-voz do grupo, as principais reivindicações são aumento salário e o enquadramento correto da categoria no concurso prometido pela Prefeitura de Campo Grande desde 2024.
Conforme lei publicada no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) em janeiro deste ano, o cargo de assistente educacionais deixa de existir e passa a ser monitor de alunos.
“Atualmente o salário do assistente é R$ 1.900, fora os descontos. Então temos assistente pegando menos de R$ 1.500. E a gente sabe que hoje o salário não dá, por tanto que a gente trabalha. A gente trabalha 40 horas semanais com salas superlotadas e não temos respeito dos nossos diretores e da nossa secretaria. Então a gente está aqui para lutar pelo aumento do salário e o enquadramento do concurso. Que simplesmente foi prometido para a gente pela prefeita, como assistente de educação infantil. E a gente foi passada para monitor. Sabemos que as duas funções são diferentes dentro de uma Emei”.Natali Pereira de Oliveira
De acordo com Natali, a manifestação foi pensada como um pedido de ajuda aos vereadores e um alerta para a realidade que vivem dentro da educação infantil de Campo Grande: salários baixos e sem vale-alimentação.
“Pedimos para colocar em pauta o aumento salarial, fazer cumprir a lei do atestado de acompanhante, porque não temos o direito de cuidar dos nossos próprios filhos doentes e também vamos brigar por um vale-alimentação, porque a gente não pode almoçar dentro do Emei”, explicou Natali Pereira de Oliveira.
Primeira Página





