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Divórcio: Identifique os comportamentos que corroem o matrimônio

Foto: Canva

Manter um relacionamento saudável exige esforço contínuo, mas nem sempre a dedicação de uma ou de ambas as partes é suficiente para evitar o desgaste. O divórcio raramente acontece da noite para o dia; ele costuma ser o resultado de uma erosão lenta e silenciosa.

Baseado nos estudos do psicólogo americano John Gottman, referência mundial em estabilidade conjugal, existem comportamentos específicos que funcionam como preditores de uma separação. Identificá-los a tempo pode ser a diferença entre salvar a relação ou aceitar que o ciclo chegou ao fim.

Aqui estão os quatro sinais mais críticos:

1. Crítica Destrutiva e Generalizada

Há uma diferença profunda entre reclamar de um comportamento e criticar a essência do parceiro. Quando as queixas deixam de ser sobre fatos (“você esqueceu de pagar a conta”) e passam a ser ataques à personalidade (“você é um irresponsável e nunca faz nada direito”), a segurança emocional é quebrada. A crítica constante faz com que o outro se sinta agredido e rejeitado, criando um ambiente de hostilidade permanente.

2. O Desprezo: O maior veneno da relação

O desprezo é considerado o preditor número um do divórcio. Ele se manifesta através do sarcasmo, do cinismo, de revirar os olhos ou do uso de insultos. Ao contrário da raiva, que pode ser construtiva se bem canalizada, o desprezo nasce de um lugar de superioridade moral. Quando você ou seu parceiro olham um para o outro como “inferior”, a admiração — que é a base do amor — desaparece, tornando a convivência insustentável.

3. Atitude Defensiva

Quando um problema é levantado, a resposta é sempre uma desculpa ou uma contra-acusação? A atitude defensiva é, na verdade, uma forma de culpar o parceiro. Ao dizer “o problema não sou eu, é você”, a pessoa se exime de responsabilidade e impede qualquer tentativa de solução. Em um casamento saudável, ambos devem ser capazes de ouvir um feedback e assumir sua parcela de culpa nos conflitos.

4. Obstrução ou “Stonewalling”

Este sinal ocorre quando um dos parceiros se retira emocionalmente da conversa. Diante de um conflito, a pessoa se cala, sai do ambiente ou finge estar ocupada com o celular, ignorando completamente a existência do outro. Essa “muralha de gelo” é uma tentativa de evitar a luta, mas o resultado é o abandono emocional. Quando a comunicação é substituída pelo silêncio obstrutivo, o casal para de funcionar como uma unidade.


Existe volta?

Identificar esses sinais não significa necessariamente que o fim é inevitável, mas indica que o casal está em uma zona de perigo. Se ambos ainda desejam lutar pela relação, o reconhecimento desses padrões é o primeiro passo para buscar ajuda profissional, como a terapia de casal, e iniciar um processo de “desaprendizagem” desses hábitos tóxicos.

No entanto, se o desprezo e a indiferença já se tornaram a regra, o divórcio pode ser, em muitos casos, o caminho mais saudável para que ambos recuperem a paz e a dignidade individual.

Forbes Life

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