Foto: Hospital de Amor / Barretos-SP
O Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028, segundo a nova estimativa divulgada pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca).
Mais do que indicar o avanço da doença, o levantamento revela um País profundamente desigual: enquanto parte da população convive com cânceres que estão associados ao envelhecimento e ao estilo de vida urbano, outra ainda enfrenta tumores amplamente preveníveis, diagnosticados tardiamente e concentrados nas regiões mais pobres.
O retrato traçado pelo Inca mostra que o câncer já se consolidou como um dos principais desafios de saúde pública do Brasil. De acordo com o instituto, é possível que em um futuro próximo essa seja a principal causa de morte no Brasil, superando doenças historicamente mais comuns como problemas cardíacos.
Os dados devem servir para o desenvolvimento de políticas públicas que possam ampliar o atendimento onde há desigualdade e melhorar o rastreio onde pessoas ainda morrem por doenças tratáveis. Nesta manhã, durante a apresentação dos dados, o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reconheceu que essa precisa ser uma prioridade.
Um País, dois padrões de câncer
Os dados da Estimativa 2026 mostram que o perfil do câncer no Brasil varia de forma significativa entre as regiões —reflexo direto de desigualdades no acesso aos serviços de saúde, às ações de prevenção e às condições de vida da população.

G1-MS





