Os astronautas escolhidos para integrar a missão Artemis 2, da NASA, recebem remunerações semelhantes às de outros servidores federais dos Estados Unidos. Apesar da natureza altamente técnica e dos riscos envolvidos nas viagens espaciais, o pagamento segue regras já estabelecidas dentro do funcionalismo público americano.
Como funciona a remuneração dos astronautas
A estrutura salarial desses profissionais segue o modelo padrão aplicado aos servidores do governo federal dos EUA. Mesmo participando de missões espaciais complexas, não existe pagamento adicional específico por atuar no espaço.
Atualmente, o salário anual aproximado de um astronauta gira em torno de US$ 152.258 (cerca de R$ 774 mil). Esse valor foi divulgado pela própria NASA com base na tabela oficial de pagamentos do governo em 2024, podendo sofrer ajustes ao longo dos anos.
Na prática, essa remuneração corresponde a cerca de US$ 12,6 mil por mês (aproximadamente R$ 64,5 mil), o que coloca esses profissionais entre os mais bem pagos dentro da estrutura pública, embora sem benefícios extras ligados à atividade espacial.
Classificação dentro do sistema do governo americano
Os astronautas civis da NASA são enquadrados como servidores federais dentro do sistema conhecido como GS (General Schedule). Esse modelo é utilizado para definir os salários de profissionais altamente qualificados, como cientistas, engenheiros e especialistas técnicos.
Normalmente, esses profissionais se enquadram nos níveis GS-12 ou GS-13, que possuem uma faixa salarial anual entre aproximadamente US$ 100 mil e US$ 155 mil.
- GS-12: nível inicial para profissionais experientes;
- GS-13: nível mais elevado dentro da função técnica;
- Progressão salarial depende da experiência e tempo de serviço.
De acordo com informações publicadas pela revista People, o valor recebido pode variar conforme a experiência acumulada e a evolução na carreira. Esse formato mostra que a remuneração segue critérios administrativos semelhantes aos de outros cargos técnicos do governo.

Ausência de bônus e adicionais
Mesmo em missões longas ou consideradas de alto risco, os astronautas não recebem qualquer tipo de adicional financeiro. A NASA já confirmou diversas vezes que o salário permanece fixo durante toda a missão.
“Quando astronautas da Nasa estão a bordo da Estação Espacial Internacional, eles recebem salários regulares baseados em uma semana de trabalho de 40 horas. Eles não recebem pagamento de horas extras nem adicional por feriados ou fins de semana.”
A política deixa claro que não há pagamento por horas extras, feriados ou finais de semana, mesmo em situações que exigem dedicação integral e contínua no espaço.
Missões prolongadas não aumentam o salário
Casos recentes reforçam essa regra. Em março de 2025, os astronautas Suni Williams e Butch Wilmore retornaram à Terra após permanecerem cerca de nove meses na Estação Espacial Internacional, após falhas técnicas na nave Boeing Starliner que prolongaram a missão.
Mesmo com a permanência muito além do previsto inicialmente, os dois profissionais não receberam qualquer compensação adicional pelo tempo extra em órbita.
“Não há adicional de risco, não há horas extras e não há compensação por tempo adicional.”
A declaração foi feita pelo ex-astronauta da NASA Mike Massimino ao portal Market Watch, reforçando a política rígida da agência em relação à remuneração.
Pequeno adicional para despesas durante missões
Embora não exista bônus por atuar no espaço, os astronautas recebem uma pequena quantia diária destinada a cobrir despesas incidentais durante missões oficiais.
Esse valor costuma variar entre US$ 4 e US$ 5 por dia (cerca de R$ 25). Em uma missão prolongada, como a que dura cerca de nove meses, esse adicional pode chegar a pouco mais de US$ 1 mil (aproximadamente R$ 5 mil).
Mesmo sendo um valor modesto, ele funciona como uma compensação básica para pequenas despesas, sem alterar de forma significativa o total da remuneração recebida pelos astronautas.
O Segredo





