A consolidação de Mato Grosso do Sul como um polo produtivo e agroindustrial de relevância global exige uma atuação parlamentar que concilie a proteção rigorosa de seus biomas à garantia de infraestrutura compatível com o seu ritmo de crescimento. Candidato ao Senado Federal pela coligação “Fazendo o Futuro Acontecer” (PL, PP, União, Republicanos, PSDB, Cidadania, PSD, MDB, Podemos e Avante), Reinaldo Azambuja 222 (PL) estruturou suas propostas prioritárias com foco na defesa do Pantanal e na expansão dos modais logísticos de escoamento.
No âmbito ambiental, a trajetória de Reinaldo à frente do Poder Executivo estadual (2015-2022) estabeleceu bases estruturantes de prevenção e combate aos incêndios florestais. A criação do Plano Estadual de Combate a Incêndio Florestal e a aquisição de tecnologia de ponta — como as aeronaves Air Tractor, operadas com alta precisão técnica — reestruturaram a capacidade de resposta do Estado. O fortalecimento das forças operacionais e a criação de unidades estratégicas, a exemplo do prédio do 8º Subgrupamento de Bombeiros Militar Independente em Bonito, transformaram ações pontuais em políticas públicas permanentes.
Essa estratégia preventivas apresentou reflexos consistentes nos indicadores oficiais: entre janeiro e julho deste ano, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) contabilizou 650 focos de calor no Estado, o menor índice para o período desde o início da série histórica, em 1999. A resposta operacional observada nas edições da Operação Pantanal — viabilizada por investimentos continuados do Governo do Estado e pela implantação de 11 bases avançadas — reduziu de forma substancial os danos projetados para o bioma diante das secas severas da região.
No Congresso Nacional, Reinaldo 222 projeta atuar pela destinação de recursos federais para a salvaguarda da biodiversidade pantaneira — ecossistema reconhecido pela Unesco que abriga centenas de espécies da fauna e flora do país —, assegurando que a legislação respeite o equilíbrio entre a conservação e a secular tradição da pecuária sustentável e a presença do homem pantaneiro.
Parallelamente à pauta ambiental, o candidato aponta a urgência em reestruturar a matriz de transportes do Estado. Com a produção agrícola dobrando na última década e perspectiva de ultrapassar 30 milhões de toneladas nos próximos anos, aliada ao avanço da industrialização em setores como celulose, etanol de milho e proteína animal, a dependência do transporte rodoviário tornou-se um gargalo econômico.
Entre as propostas para a infraestrutura, Reinaldo destaca a viabilização da ferrovia Malha Oeste, a dragagem estratégica de pontos do Rio Paraguai para perenizar o transporte do minério de ferro de Corumbá e a conclusão das obras de acesso à ponte internacional entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta (PY). A adequação da infraestrutura aquaviária e ferroviária busca desonerar os custos produtivos, reduzir o tráfego pesado na BR-262, minimizar os atropelamentos de fauna no Pantanal e aumentar a competitividade dos produtos sul-mato-grossenses.
A consolidação da Rota Bioceânica desponta como vetor de atração de investimentos privados, com municípios como Jardim, Aquidauana e Porto Murtinho recebendo novos empreendimentos operacionais para absorver o fluxo comercial direcionado ao mercado asiático — destino de 67% das exportações estaduais. Para garantir a fluidez desse corredor transcontinental, Reinaldo defende articulação junto ao governo federal pela celeridade na entrega dos acessos rodoviários do lado brasileiro e pela implantação de sistemas integrados de aduana inteligente.
Olga Cruz





