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Regra da Maioria

Quando estamos às vésperas de uma eleição que vai eleger nossos representantes para a Assembleia Legislativa Estadual, Congresso Nacional, Senado Federal e para o Governo Estadual, que nos representarão pelos próximos quatro anos, importante refletir sobre esse momento e tomadas de decisões pessoais e intransferíveis.

E apesar de que no Brasil a eleição é obrigatória, ainda temos um grande número de eleitores que se abstém de votar, seja por descrédito nos políticos, desânimo com as políticas públicas e promessas não honradas e alguns por julgar que não é importante para sua vida e o destino da nação.

Deste cenário o que se tem é que quem não vota é obrigado a aceitar as decisões políticas e os governantes escolhidos pela maioria dos votantes em uma democracia representativa.

Salientando que numa democracia como a nossa o resultado da eleição vale para toda a sociedade, independentemente de quem compareceu às urnas ou anulou o voto.

No Brasil, o voto é obrigatório para pessoas entre 18 e 70 anos, contudo de acordo com a Justiça Eleitoral, faltar à votação ou deixar de escolher um candidato não cancela a eleição, que é decidida apenas pelos votos válidos dos eleitores presentes.

As leis aprovadas e os representantes eleitos exercem o poder em nome de toda a população do território, seja ela favorável, contrária ou indiferente ao processo eleitoral.

Não existe uma regra que obrigue alguém neutro a concordar com a maioria, mas quem fica em cima do muro precisa conviver com os resultados corretos ou não, das decisões que o grupo tomar.

O termo “ficar em cima do muro” significa não escolher um lado, seja por dúvida ou para evitar conflitos e críticas.

Em uma votação ou decisão coletiva, a regra da maioria vale para todos, desta forma quem não escolhe um lado precisa aceitar o que foi definido, pois a vida em sociedade continua e muitas vezes, quem não se posiciona sofre cobranças dos dois lados da disputa.

Aceitar que a lei ou a regra mudou é diferente de achar que a maioria tem razão, e não é possível numa eleição, continuar discordando em silêncio ou mudar de ideia depois.

Portanto, quem não participa da escolha deixa os outros decidirem por ele.

O lado vencedor governa ou age em nome do mandato que lhe é outorgado através do voto, e o peso dessa ação afeta a todos, inclusive os neutros.

Assim sendo, é importante refletirmos sobre esse momento, e tomarmos a decisão e posicionamento claro, com seu voto, que é secreto, e não precisa ser divulgado, mas que faz toda a diferença ao final do pleito.

Não é crível que espere que não terá nenhuma consequência sua decisão política, mesmo que a longo tempo, assim como a falta de decisão igualmente terá influência na gestão de nossos representantes.

Reflita com cuidado e atenção pois, depois que passar a eleição queira você ou não, goste ou não, quem receber mais voto decidirá o futuro do Estado e da Nação, então o momento é agora.

Que sigamos exercendo nosso direito de escolha, votando com consciência e critério, analisando cada candidato e suas propostas ou serviços prestados à comunidade, sempre pregando a cultura da paz e no caminho do sol, sem medo de ser feliz!

Dra. Iacita Azamor Pionti – Advogada e Coordenadora Municipal da Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande-MS

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