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Um novo capítulo na cultura de MS: Pedro Chaves assume presidência da Academia de Letras

A Academia Sul-Mato-Grossense de Letras (ASL), uma das instituições culturais mais tradicionais de Mato Grosso do Sul, inicia um novo capítulo de sua história. O educador, escritor, palestrante e ex-senador Pedro Chaves dos Santos Filho foi eleito nesta sexta-feira (2) presidente da entidade para o triênio 2026-2029. Ocupante da cadeira nº 19, ele sucederá Henrique Alberto de Medeiros Filho, que deixa a presidência após nove anos à frente da instituição.

A solenidade de posse da nova diretoria está marcada para o dia 30 de outubro, no auditório da ASL, em Campo Grande, e marcará não apenas a transmissão do comando, mas a continuidade de uma trajetória construída em torno da literatura, da preservação da memória e da valorização da produção cultural sul-mato-grossense.

Fundada em 1971, a Academia atravessou diferentes momentos da própria formação histórica do Estado e consolidou-se como uma das principais casas de cultura de Mato Grosso do Sul. Ao longo de mais de cinco décadas, suas cadeiras foram ocupadas por nomes que ajudaram a construir a identidade intelectual, literária, artística e histórica da região.

Entre seus imortais estão personalidades que deixaram marcas profundas na cultura sul-mato-grossense, como Manoel de Barros, Glorinha, Hildebrando Campestrini, Paulo Coelho Machado, J. Barbosa Rodrigues, Wilson Barbosa Martins e Hélio Serejo, entre tantos outros.

Inspirada no modelo da Academia Brasileira de Letras (ABL), a ASL possui 40 cadeiras e mantém, desde sua criação, o compromisso com a defesa da língua portuguesa, o cultivo da arte literária e o incentivo às diferentes manifestações da cultura estadual e nacional.

O novo preseidente da ASL, Professor Pedro Chaves e o presidente anterior, Henrique Medeiros

A eleição de Pedro Chaves ocorreu em Assembleia com participação presencial de acadêmicos na sede da instituição. A escolha abre um novo ciclo administrativo para uma entidade que alia tradição a uma intensa agenda cultural e literária.

Ao lado do novo presidente, a diretoria para o triênio 2026-2029 será composta por Marisa Serrano, na vice-presidência; Lucilene Machado, como secretária-geral; Sérgio Manoel da Cruz, secretário; Samuel Medeiros, primeiro tesoureiro; e Américo Calheiros, segundo tesoureiro.

Uma casa da memória e da literatura

Mais do que reunir escritores e intelectuais, a Academia Sul-Mato-Grossense de Letras mantém viva uma programação voltada à formação de leitores, ao estímulo de novos autores, à circulação de ideias e à preservação da produção literária regional.

Entre suas iniciativas estão o Concurso de Contos Ulisses Serra e o Concurso de Poesias Oliva Enciso, além do Chá Acadêmico, das Rodas Literárias e do projeto Leituras & Conversas. A instituição também edita a Revista da ASL e mantém o Suplemento Cultural, publicação literária apontada pela entidade como a mais antiga do gênero em circulação ininterrupta no país.

A própria trajetória da Academia acompanha a história de Mato Grosso do Sul. A instituição nasceu com o nome de Academia de Letras e História de Campo Grande. Em dezembro de 1978, às vésperas da instalação oficial do novo Estado de Mato Grosso do Sul, ocorrida em 1979, uma Assembleia Geral decidiu transformá-la na Academia Sul-Mato-Grossense de Letras.

Desde então, a ASL tornou-se espaço de preservação da memória e, ao mesmo tempo, de permanente construção cultural, mantendo biblioteca, acervo e atividades abertas àqueles que buscam seus serviços, obras e orientação.

Atualmente, duas das 40 cadeiras estão vagas: a cadeira nº 1, que teve entre seus ocupantes Manoel de Barros, e a cadeira nº 4, anteriormente ocupada por Guimarães Rocha. As demais reúnem escritores, professores, pesquisadores, artistas e intelectuais de diferentes gerações.

A chegada de Pedro Chaves à presidência acontece, portanto, em uma instituição que guarda em suas cadeiras parte significativa da memória cultural de Mato Grosso do Sul. Depois de nove anos sob a condução de Henrique de Medeiros, a Academia se prepara para uma transição que preserva sua história enquanto abre espaço para novos projetos.

Integram atualmente a Academia:

Abrão Razuk; Altevir Soares Alencar; Américo Ferreira Calheiros; Ana Maria Bernardelli; André Alvez; Brígido Ibanhes; Elizabeth Fonseca; Emmanuel Marinho; Enilda Mougenot Pires; Fábio do Vale; Geraldo Ramon Pereira; Henrique Alberto de Medeiros Filho; Humberto Espíndola; Ileides Muller; José do Couto Vieira Pontes; José Pedro Frazão; Lenilde Ramos; Lucilene Machado Garcia Arf; Marcos Estevão dos Santos Moura; Maria Adélia Menegazzo; Marisa Serrano; Orlando Antunes Batista; Oswaldo Barbosa Almeida; Paulo Corrêa de Oliveira; Paulo Sérgio Nolasco dos Santos; Paulo Tadeu Haendchen; Pe. Afonso de Castro; Pedro Chaves dos Santos Filho; Raquel Naveira; Reginaldo Alves de Araújo; Renato Toniasso; Rubenio Marcelo; Samuel Xavier Medeiros; Sérgio Fernandes Martins; Sérgio Manoel da Cruz; Sylvia Cesco; Theresa Hilcar e Valmir Batista Corrêa.

Ao longo de seus 55 anos de história, as cadeiras da ASL também foram ocupadas por personalidades que deixaram importante legado para a cultura e a memória de Mato Grosso do Sul, entre elas Manoel de Barros, Glorinha, Hildebrando Campestrini, Paulo Coelho Machado, J. Barbosa Rodrigues, Wilson Barbosa Martins e Hélio Serejo.

Olga Cruz

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