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Bioparque Pantanal se torna o maior berçário de água doce do planeta

O que começou como um projeto ambicioso de turismo se consolidou como o maior acervo de resistência da vida aquática no planeta. O Bioparque Pantanal alcançou a histórica marca de 100 reproduções de espécies sob cuidados humanos, se tornando o maior banco genético vivo de água doce do mundo.

Das 100 espécies que conseguiram procriar no Bioparque, três estão classificadas como ameaçadas de extinção. 

O que garante o recorde, segundo o atrativo, é o Centro de Conservação de Peixes Neotropicais (CCPN). Conhecido internamente como o “berçário”, o espaço opera com protocolos científicos rigorosos:

  • Controle Cirúrgico: monitoramento constante da química da água e nutrição específica para cada fase de vida.
  • Simulação de Biomas: o centro consegue replicar as condições ideais para que peixes da Amazônia (31 espécies), do Cerrado (21 espécies), da Mata Atlântica (3 espécies) e até da Caatinga (1 espécie) se sintam em seu ambiente natural.
  • Comportamento Natural: para especialistas, a reprodução é o maior indicador de bem-estar animal. Um peixe só se reproduz se estiver sem estresse e em condições perfeitas de saúde.

Ciência e contemplação

Cascudo-viola, espécie ameaçada de extinção reproduzida no Bioparque Pantanal de forma inédita no mundo.
Cascudo-viola, espécie ameaçada de extinção reproduzida no Bioparque Pantanal de forma inédita no mundo (Foto: Lara Miranda/Bioparque Pantanal)

Embora os túneis de vidro encantem milhares de turistas todos os meses, o aquário tem por objetivo reafirmar identidade como um centro de Turismo Científico. Para Maria Fernanda Balestieri, diretora-geral do complexo, o foco está na entrega de resultados para a sociedade e para a natureza.

“Não somos apenas um aquário para contemplação. Somos um laboratório vivo onde a ciência acontece em tempo real”.

Os dados coletados nessas 100 reproduções estão sendo transformados em publicações científicas que servirão de guia para biólogos e conservacionistas ao redor do globo.

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Das 100 espécies reproduzidas, 32 são do bioma Pantanal (Foto: Lara Miranda/Bioparque Pantanal)

Além da fronteira

Além disso, o acervo não se limita às espécies sul-mato-grossenses.  Ao dominar a técnica de reprodução de peixes de diferentes bacias hidrográficas brasileiras, o Bioparque criou um modelo de conservação que pode ser replicado internacionalmente.

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Axolote em exposição no circuito de aquários (Foto: Lara Miranda)

Visitação

A visitação ocorre de terça a sabado nos seguintes horários:

  • Manhã: 8h30 às 12h (check-in até às 11h)
  • Tarde: 13h30 às 17h30 (check-in até às 16h30)

Feriados

  • 8h30 às 14h30 (check-in até às 13h30) – exceto domingo e segunda-feira, dias em que são realizadas manutenções internas.

Vale ressaltar, no entanto, que mesmo sendo entrada gratuita é necessário agendamento prévio pelo site oficial do atrativo.

Primeira Página

Fotos: Lara Miranda – Bioparque Pantanal

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