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“Expediente Extra”, jiboia surpreende ao tentar “bater o ponto” em catraca do TCE-MS

O animal foi capturado pela PMA e devolvido a natureza / Foto: Divulgação

Uma jiboia de médio porte foi encontrada na área interna de acesso do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) no final da tarde de quarta-feira (28). O animal foi localizado pela equipe de segurança patrimonial lapós o encerramento do expediente, quando já não havia mais circulação de servidores ou visitantes no local.

O animal, que aparentava estar calmo, foi flagrado justamente no equipamento de reconhecimento facial e controle de entrada, o que gerou diversos comentários bem-humorados nas redes sociais. “Acabaram as férias, ela veio bater o ponto”, brincou um internauta em uma das postagens que circulou nos grupos de WhatsApp da Capital.

Resgate

A Polícia Militar Ambiental (PMA) foi acionada imediatamente. Segundo os policiais, a serpente apresentava boas condições de saúde e não demonstrava sinais de ferimentos. Por se tratar de uma espécie comum na reserva florestal que circunda o Parque dos Poderes, a suspeita é que ela tenha buscado abrigo ou frescor nas dependências do prédio após as chuvas recentes.

A equipe da PMA realizou a captura utilizando equipamentos adequados, garantindo a segurança dos funcionários e a integridade do animal. Após ser avaliada, a jiboia foi devolvida ao seu habitat natural, em uma área de preservação distante da movimentação urbana.

Sobre a espécie

A jiboia (Boa constrictor) é a segunda maior serpente do Brasil, podendo atingir até 4 metros. Apesar de assustar pelo tamanho, é uma cobra pacífica e não possui veneno. Ela desempenha um papel ecológico fundamental no Parque dos Poderes, auxiliando no controle da população de roedores.

O que fazer em casos semelhantes? As autoridades ambientais reforçam que, ao encontrar animais silvestres em prédios ou residências:

Chame ajuda: Entre em contato com a PMA (67 99984-5013) ou com o Corpo de Bombeiros (193).

Não tente capturar: O animal pode se sentir acuado e reagir.

Isole a área: Mantenha distância e evite que outras pessoas se aproximem.

O Parque dos Poderes e a convivência diária com animais silvestres

Essa é uma das características mais marcantes de Campo Grande: a convivência direta entre o asfalto e a mata. A região do Parque dos Poderes, que engloba também o Parque das Nações Indígenas e a reserva do Parque do Prosa, é um verdadeiro “corredor ecológico” dentro da cidade.

Aqui está uma explicação de por que isso acontece e como lidar com essa vizinhança ilustre:

Por que há tantos animais ali?

A região é um fragmento preservado de Cerrado. Como o Parque dos Poderes abriga as sedes administrativas do Governo Estadual em meio a uma reserva florestal, os animais não “invadem” a cidade; na verdade, as estruturas públicas é que foram construídas dentro do habitat deles.

O Mutum-de-Penacho, flagrado pelo servidor Leandro Fonseca, tentando fazer a impresão de alguns documentos

Os “Moradores” mais famosos

  • Capivaras: São as estrelas da região, especialmente nos gramados do Parque das Nações Indígenas. Elas vivem em grupos e circulam livremente.
  • Quatis: Muito comuns nas trilhas e perto das secretarias. São curiosos e estão sempre em busca de comida.
  • Antas: O maior mamífero da América do Sul circula frequentemente pelo Parque dos Poderes, especialmente ao entardecer e durante a noite.
  • Aves (Araras e Tucanos): Campo Grande é a capital das araras-canindé, que nidificam nas palmeiras da região.
Os Quatis são visitantes diários em todos os órgãos públicos localizados na região do Parque dos Poderes

Regras de Convivência

Para que essa harmonia continue, é preciso seguir algumas orientações básicas de segurança e respeito à fauna:

  1. Nunca alimente os animais: Esse é o erro mais comum. O alimento humano (pão, salgadinhos, frutas domésticas) adoece o animal e o torna dependente/agressivo, fazendo com que ele pare de caçar ou coletar na natureza. No caso dos quatis, eles podem morder para tentar conseguir comida.
  2. Atenção Redobrada no Trânsito: O Parque dos Poderes tem limites de velocidade reduzidos por um motivo: o risco de atropelamento. Animais como a anta e o tamanduá-bandeira são lentos e atravessam a pista sem aviso, especialmente à noite.
  3. Mantenha Distância: Embora pareçam “mansos”, são animais silvestres. Uma capivara pode atacar se sentir que seus filhotes estão em perigo, e elas possuem dentes muito fortes. Além disso, as capivaras podem carregar o carrapato-estrela (transmissor da febre maculosa).
  4. Cuidado com Pets: Se estiver passeando com seu cachorro, mantenha-o sempre na guia. O contato entre animais domésticos e silvestres pode transmitir doenças para ambos os lados.

O que fazer se encontrar um animal ferido?

Se você avistar um animal ferido ou em situação de risco (preso em algum lugar ou dentro de uma casa), não tente fazer o resgate sozinho. Acione os órgãos especializados:

  • PMA (Polícia Militar Ambiental): Responsável pelo resgate e fiscalização.
  • CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres): Localizado ali mesmo na região do Parque dos Poderes, é para onde os animais resgatados são levados para tratamento.

Olga Cruz

*Com iformações das redes sociais do TCE-MS e da Web

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