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LIDERANÇAS FEMININAS

Depois de anos de luta para avançar em seus direitos e oportunidades, enfim neste século, estamos vivenciando um aumento da presença feminina nos espaços de poder e decisão.

Costumo repetir, o quanto de incomoda ouvir “a primeira mulher” para ocupar algum cargo ou função, eletiva ou nomeada, como se estivesse recebendo uma medalha pela disputa de poder com algum homem.

Porque me incomoda, porque não se verifica a análise da capacidade e o quanto esta mulher teve que estudar, sacrificar, alterar rotinas pessoais, pensar em todos os detalhes de cuidados com sua família, situações que o homem não se preocupa, pois tem, na maioria das vezes, uma companheira que cuida destes detalhes.

Mas estamos avançando nestes espaços, uma vez que a mulher tem provado a cada dia sua competência e sua forma de liderar, normalmente, com uma visão mais humanizada e preocupação com as pessoas.

As principais características de uma liderança feminina têm se caracterizado pela gestão humanizada, que tem o foco no bem-estar dos funcionários, resultando em maior engajamento e retenção de talentos.

Ressalte-se que a liderança feminina se destaca pela inteligência emocional, empatia, colaboração e comunicação aberta, promovendo um ambiente de trabalho mais humano e inclusivo.

Diferente de modelos tradicionais, mulheres líderes tendem a focar na gestão horizontal e no desenvolvimento de equipes, o que melhora o clima organizacional e gera resultados financeiros positivos. 

Também se denota a visão estratégica e a resiliência demonstrando a capacidade de contornar adversidades e tomar decisões conscientes, equilibrando objetivos empresariais.

Suas abordagens perante a equipe são mais inclusivas e diversas, que impulsionam o crescimento. 

Contudo, as mulheres ainda enfrentam barreiras como o “labirinto de liderança” vieses de gênero, Síndrome da Impostora, teto de vidro e a disparidade em cargos de alto escalão, onde em 2020 apenas 39,2% eram ocupados por mulheres no Brasil 39,2% dos cargos gerenciais nas empresas brasileiras eram ocupados por mulheres. 

O que nos traz esperança é a mudança de postura da sociedade e do mundo empresarial com os inúmeros programas de mentoria, coaching e incentivo à participação de mulheres em cargos dominados por homens.

Mudança do cenário mundial em relação às igualdades com adoção de políticas e compromissos com a equidade de gênero e diversidade.

Essas mudanças têm trazido avanços como o incentivo e apoio ao equilíbrio entre vida profissional e pessoal, trabalhando a sororidade e buscando o fortalecimento de redes de apoio e mentoria entre mulheres. 

E se pode concluir sem sombra de dúvidas que a promoção da liderança feminina é hoje considerada uma estratégia inteligente de negócios, não apenas um imperativo ético, com iniciativas e programas, liderados pela ONU Mulheres, que visam ajudar a formar líderes para o futuro.

Que o Senhor me permita continuar nessa caminhada terrena, pregando a cultura da paz, plantando tâmaras em solo fértil, no caminho do sol e sem medo de ser feliz!

Dra. Iacita Azamor Pionti – Advogada e Coordenadora Municipal da Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande-MS

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