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Milei chama os argentinos para derrotar o peronismo, e Massa pede votos dos radicais

O resultado surpreendeu os analistas, visto que Massa é o ministro da Economia, e a Argentina amarga uma das maiores crises da história do país. Contrariando as pesquisas que apontavam Milei em primeiro lugar e Massa em terceiro, os dois políticos é que vão disputar o segundo turno na Argentina no dia 19 de novembro.

Em terceiro lugar ficou a candidata do bloco de oposição de centro-direita, Patricia Bullrich, da coalizão Juntos por el Cambio, que ficou com 23,9% dos votos.

Milei, o candidato popular

“Temos uma pessoa de um conteúdo intelectual muito bom com ideias interessantes, algumas delas na minha humilde opinião são pouco praticáveis, como o fechamento do Banco Central, a saída da Argentina do Mercosul, a dolarização da economia, mas que dessa forma foi captando a atenção das pessoas sobretudo os jovens de 16 a 25 anos que não experimentam na vida deles propriamente essa situação de pobreza, mas experimentam a falta de futuro. Os jovens observaram em Milei uma pessoa disruptiva com um discurso absolutamente diferente, criticando tudo o que é conhecido hoje dentro da política tradicional e sem uma base estrutural de um partido forte” contextualizou Gustavo Segré, jornalista, comentarista político e analista econômico argentino.

Milei comemorou a chegada no segundo turno, e apelou a “todos os que querem uma mudança” na Argentina para se juntarem e derrotarem o peronismo.

“Além de todas as nossas diferenças, temos que entender que temos um inimigo criminoso contra nós”, declarou Milei.

Nenhum partido terá maioria no Congresso argentino. Com metade das 257 cadeiras da Câmara baixa em disputa, os peronistas terão 103 deputados, Juntos por el Cambio 93 e La Liberdad Avanza 39.

No Senado, onde um terço das 72 cadeiras foram renovadas, os peronistas terão 31 representantes, Juntos por el Cambio 24 e La Liberdad Avanza 6.

Os peronistas também triunfaram nas disputadas eleições para governador na província de Buenos Aires, onde vivem cerca de 37% dos argentinos.

O atual governador Axel Kicillof, peronista aliado da ex-presidente argentina Cristina Kirchner, prevaleceu com 44,9% dos votos.

Massa pede voto dos radicais para continuar governando a Argentina

No seu discurso de vitória, Massa pediu o voto dos “radicais”, especialmente dos partidos de extrema esquerda de Myriam Bregman e do ex-governador de Córdoba, Juan Schiaretti.

“Quero falar com aqueles milhares de radicais que partilham conosco valores democráticos”, declarou Massa.

O ministro da Economia prometeu formar um governo de unidade nacional com diferentes partidos políticos, prometendo que a divisão entre peronistas e não peronistas que dominou a política argentina nos últimos 40 anos terminaria com a sua administração.

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