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Morte de mulher em Selvíria tem reviravolta e polícia descarta feminicídio

A Polícia Civil concluiu nesta sexta-feira (13) que a morte de Janete Feles Valoes, de 45 anos, em Selvíria, não foi feminicídio. O caso foi reclassificado como suicídio após a conclusão dos laudos periciais e depoimentos da médica legista e do filho da vítima.

De acordo com a investigação, a mulher teria empurrado a faca contra o próprio peito. A reclassificação ocorreu após a emissão do laudo necroscópico, no qual a médica-legista apontou que a lâmina não estava totalmente encravada no corpo, característica mais comum em casos de autoferimento. 

Em situações de homicídio, segundo a perícia, é recorrente que a faca penetre de forma completa devido à força empregada por terceiros.

Ainda conforme o depoimento técnico, a angulação da lesão também é compatível com autolesão.

O caso, inicialmente classificado como feminicídio, ocorreu no dia 8 de fevereiro de 2026. Na ocasião, Janete foi socorrida pelo filho, que a encontrou com a faca cravada no peito. 

Ela foi levada até a base de apoio de uma concessionária responsável pela rodovia da região, onde recebeu os primeiros atendimentos.

Em depoimento, o filho relatou à polícia que a mãe enfrentava um câncer e havia confidenciado a ele que tinha intenção de tirar a própria vida. Segundo a Polícia Civil, o relato é coerente com os elementos técnicos apurados pela perícia.

A investigação também não identificou histórico de violência doméstica envolvendo o casal. O companheiro da vítima foi ouvido e negou qualquer envolvimento, versão que, segundo a autoridade policial, está em consonância com as provas reunidas.

Diante dos laudos necroscópico e de local de crime, a autoridade policial determinou a exclusão da hipótese inicial de feminicídio e reclassificou o caso como suicídio. Com a conclusão dos procedimentos, o inquérito foi encerrado e encaminhado para os trâmites legais.

Suspeita de feminicídio

O principal suspeito era o marido da vítima de 63 anos, que estava preso. À polícia o filho relatou que o pai havia ligado pedindo ajuda e dizendo que a mãe “havia feito uma besteira”.

Equipes do Policiamento Rural realizaram diligências no assentamento onde o crime teria ocorrido e o suspeito foi localizado e encaminhado à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) de Três Lagoas.

Saiba onde procurar apoio emocional

GAV (Grupo Amor Vida)

O GAV presta apoio emocional gratuito por telefone 0800-750-554, das 7h às 23h, inclusive sábados, domingos e feriados.

CVV (Centro de Valorização da Vida)

Outra entidade que oferece serviço de apoio emocional e prevenção ao suicídio, com atendimento 24h todos os dias, através do 188. É gratuito e sob total sigilo.

Caps (Centros de Atenção Psicossocial)

Lembrando que, diante da suspeita ou revelação sobre a intenção do suicídio, ligar imediatamente para o Samu, no 192, ou procurar as unidades de saúde 24hs.

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