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MULHERES: INTERSECCIONALIDADES,   MULTIPLICIDADES E REALIDADES

Interseccionalidade foi conceituada por Kimberlé Crenshaw, tem sido crucial para o feminismo e deixa claro que a experiência de ser mulher não é universal e que mulheres negras, indígenas, PCDs e LGBTQIAP+ enfrentam desigualdades específicas e maiores.

 É uma ferramenta analítica que estuda como gênero, raça, classe, sexualidade e território se cruzam, criando sistemas únicos de opressão e privilégio. Mulheres negras, indígenas, periféricas ou com deficiência enfrentam múltiplas desigualdades, tornando o feminismo interseccional essencial para o ativismo e políticas públicas eficazes. 

O conceito em princípio cunhado para analisar como a vivência de mulheres negras não se resume a apenas ser mulher ou apenas negra, a interseccionalidade mostra que a sobreposição de marcadores sociais gera opressões específicas.

Os Principais Aspectos que são apontados na Interseccionalidade:

A Origem e o Conceito que surge como ferramenta analítica para que possamos entender melhor do que se trata e quais as consequências dessa interação e a diversidade que provoca múltiplas formas de subordinação e como se interagem.

É essencial sua Aplicação nas Políticas Públicas para criar estratégias que combatam desigualdades estruturais no Brasil, considerando essas multifacetas tais como o racismo e patriarcado.

Isto gera movimentos que sala base do ativismo que desafia a universalidade do patriarcado e a marginalização das experiências de mulheres negras.

 Necessidade de que as empresas tenham conhecimento desse conceito para compreender as múltiplas camadas de vulnerabilidade e a diversidade entre as mulheres. E a importância para incentivar a Superinclusão e também para combater a Subinclusão.

A Crenshaw aponta o perigo de reduzir as experiências a um problema geral de “gênero” (superinclusão) ou focar apenas em raça, negligenciando outras discriminações (subinclusão).

A interseccionalidade demonstra que racismo, capitalismo e cisheteropatriarcado são parte de uma mesma estrutura, exigindo uma luta conjunta. 

A interseccionalidade é um instrumento fundamental para um feminismo antirracista e decolonial, permitindo que a luta por direitos humanos seja efetiva para todas as mulheres, reconhecendo suas diferentes realidades.

E essas realidades diferentes nos trazem refletir que além das diferenças aparentes temos que dentro de uma mulher habitam infinitas versões, papéis e forças, tornando-a plural e múltipla.

Essa multiplicidade reflete a capacidade de equilibrar diversos papéis no mesmo dia, como a profissional, mãe, filha, amiga, cuidadora, líder, entre outras. 

As várias mulheres que vivem dentro de uma só incluem emoções e estados de espírito, tais como a alegre, a triste, a corajosa, a fragilizada.

E o que dizer das facetas sociais e profissionais, como a profissional, a mãe, a amiga, a filha, a cuidadora.

E o que muito se discute atualmente os arquétipos e as forças que distinguem a sábia, a guerreira, a vulnerável. 

A força dessa diversidade reside na capacidade de se reinventar e na resiliência em superar desafios, sendo cada uma dessas versões protagonistas de sua própria história.

Essas discussões conceituais tem sido ferramenta fundamental para entender as disparidades sociais, onde mulheres negras enfrentam os maiores índices de violência, desemprego e sub-representação política.

A raça e a classe restaram evidenciadas durante a pandemia de COVID-19 posto que mulheres negras e pobres foram as mais impactadas, sofrendo com desigualdades raciais e econômicas simultâneas, isto é a realidade.

Que possamos utilizar essas ferramentas conceituais para entender a multiplicidade das facetas das mulheres e a realidade vivenciadas pelas Interseccionalidades, plantando tâmaras, em frente, no caminho do sol e sem medo de ser feliz!

Dra. Iacita Azamor Pionti – Advogada e Coordenadora Municipal da Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande-MS

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