A disputa pelo comando da nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul já movimenta os bastidores, mas, por enquanto, ninguém deve colocar todas as cartas na mesa. A orientação política, segundo o presidente da Casa, deputado Gerson Claro (PP), é esperar passar o segundo turno das eleições. O movimento tem um padrinho de peso segundo Gerson. O senador eleito Reinaldo Azambuja, presidente estadual do PL, legenda que saiu das urnas com a maior bancada da Assembleia com nove parlamentares.
Nos bastidores, porém, a corrida já começou. Gerson Claro (PP), atual presidente da Alems, avalia em 80% as chances de o próximo presidente sair do PL. E quatro deputados da legenda já colocaram o nome na mesa: Paulo Corrêa, Zé Teixeira, coronel Davi e Marcio Fernandes.
Fora da disputa pela presidência por uma questão regimental, Gerson Claro não está fora do jogo. Pelo contrário. O atual presidente é considerado um nome forte para ocupar a Primeira Secretaria, cargo estratégico na estrutura da Assembleia e que pode ser uma das peças centrais da negociação da nova Mesa.
Enquanto o PL concentra os holofotes, o PSDB tenta manter uma alternativa na mesa. Pedro Caravina corre por fora e pode se tornar uma opção caso a disputa entre os quatro nomes do PL provoque divisão interna ou dificulte um acordo.
O PL tem a maior bancada e, portanto, larga com vantagem. Mas eleição de Mesa não se resolve apenas pelo tamanho da bancada. Envolve votos, alianças, compromissos e, principalmente, capacidade de negociação. Por isso, a ordem de Azambuja para segurar o jogo até depois do segundo turno pode ser estratégica. Com a eleição presidencial ainda em andamento, muita coisa pode mudar no mapa de forças políticas de Mato Grosso do Sul.





