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Recordista nas urnas, Reinaldo fala sobre força do PL, Flávio Bolsonaro e desafios no Senado

Eleito com mais de 903 mil votos, ex-governador detalha prioridades para Brasília, defende investimentos em Mato Grosso do Sul e aborda os desafios políticos e institucionais do País

Com uma votação que entrou para a história política de Mato Grosso do Sul, o ex-governador e senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) foi o entrevistado do programa Política de Primeira, do portal Primeira Página, apresentado pelos jornalistas Fabiano Arruda e Henrique Shuto. Na conversa, divulgada nesta segunda-feira (19), Azambuja analisou o resultado das eleições de 2026, a força política do grupo que lidera no Estado e os desafios que pretende enfrentar no Congresso Nacional.

Com 903.554 votos, equivalentes a 34,64% dos votos válidos, Reinaldo tornou-se o senador mais votado da história de Mato Grosso do Sul, superando a marca de Tereza Cristina (PP), eleita em 2022 com 829.149 votos. O segundo colocado na disputa deste ano, Capitão Contar (PL), também conquistou uma cadeira no Senado, com 856.045 votos.

O resultado consolidou o espaço político do PL no Estado e ampliou a responsabilidade de suas lideranças na articulação de interesses regionais em Brasília.

Força política e o segundo turno presidencial

Presidente estadual do PL, Reinaldo abordou a estratégia eleitoral que resultou na eleição de uma ampla bancada de parlamentares alinhados ao seu grupo político. A composição dessas forças, construída por meio de alianças partidárias, também ocupa posição central nas articulações para o segundo turno presidencial.

Com a disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) marcada para o próximo domingo, 25 de outubro, o senador eleito mantém o foco na mobilização de lideranças e apoiadores do candidato de seu partido em Mato Grosso do Sul.

O desafio político imediato é transformar a estrutura partidária e a representação conquistada nas urnas em mobilização efetiva nesta reta final de campanha.

Municipalismo, responsabilidade fiscal e investimentos

Na entrevista, Reinaldo também apresentou prioridades para seu mandato de oito anos no Senado, destacando a defesa do municipalismo, o equilíbrio das contas públicas e a necessidade de discutir a redução de despesas da máquina federal.

Na área da saúde, o senador eleito defende maior participação da União no financiamento dos serviços públicos. Já na segurança, chama atenção para a realidade de Mato Grosso do Sul, Estado que compartilha extensas fronteiras com Paraguai e Bolívia e enfrenta desafios relacionados ao tráfico de drogas e ao crime organizado.

Outro eixo de sua agenda é a infraestrutura logística. Entre as prioridades mencionadas estão a retomada da malha ferroviária, a dragagem do Rio Paraguai e a implantação de uma aduana inteligente na Rota Bioceânica, projetos considerados estratégicos para o escoamento da produção e a integração comercial.

Sustentabilidade e equilíbrio entre os Poderes

Um dos temas apresentados na conversa foi a proposta de criação de um Ministério da Sustentabilidade, reunindo políticas de desenvolvimento econômico e conservação ambiental. A ideia coloca em discussão a possibilidade de integrar crescimento produtivo e proteção dos recursos naturais em uma mesma estrutura administrativa.

Reinaldo também abordou o relacionamento institucional entre os Poderes e as atribuições constitucionais do Senado, incluindo a competência para processar e julgar ministros do Supremo Tribunal Federal em casos de crimes de responsabilidade.

O debate ganha relevância diante das discussões nacionais sobre os limites de atuação das instituições, a independência dos Poderes e os mecanismos constitucionais de controle.

Da força eleitoral à responsabilidade em Brasília

Depois de dois mandatos à frente do Governo de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja inicia uma nova etapa de sua trajetória política. A votação recorde representa um marco eleitoral, mas o exercício do mandato colocará à prova sua capacidade de articulação no Congresso, onde projetos e investimentos dependem de negociações que ultrapassam as fronteiras partidárias.

A entrevista ao Política de Primeira apresenta as principais bandeiras que o senador eleito pretende levar a Brasília e oferece um panorama das articulações políticas que movimentam Mato Grosso do Sul nesta reta final das eleições presidenciais.

Assista à entrevista completa no vídeo abaixo:

Olga Cruz

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