Roer as unhas, um hábito conhecido como onicofagia, é frequentemente ligado, segundo especialistas em psicologia, a transtornos como TDAH, ansiedade e depressão.
Este comportamento compulsivo, bastante comum entre crianças, torna-se mais problemático na vida adulta, pois pode resultar em danos tanto físicos quanto psicossociais.
Para superar essa prática, recomenda-se um acompanhamento multidisciplinar, que pode incluir o uso de barreiras físicas para impedir o ato e, em casos mais graves, a intervenção psicológica e médica.
Onicofagia: o hábito de roer unhas

Roer unhas, um comportamento muitas vezes considerado incontrolável, é conhecido cientificamente como onicofagia. Este hábito pode se manifestar em diversos momentos, como em situações de nervosismo, tédio, estresse, mau humor, ou até mesmo de forma inconsciente antes de dormir ou durante a realização de atividades como os estudos.
Embora a prática seja mais comum em crianças, especialmente entre os sete e dez anos de idade, a persistência desse comportamento na adolescência ou na vida adulta é frequentemente motivo de preocupação, levando a consultas clínicas e psicológicas.
Segundo a TOC Argentina, a onicofagia é caracterizada como um comportamento crônico e repetitivo de roer as unhas e/ou cutículas. Esse distúrbio pode trazer danos significativos aos dedos, dentes e unhas, além de provocar infecções e dar às mãos uma aparência desagradável.
Além dos efeitos físicos, essa prática também tem consequências psicossociais importantes, pois adultos que não conseguem controlar a onicofagia costumam ter baixa autoestima, sentem-se envergonhados e evitam discutir o assunto em público.
Para superar esse transtorno, muitas vezes é necessário um acompanhamento profissional de caráter multidisciplinar. Isso pode incluir o apoio de um psicólogo, psiquiatra, dentista ou dermatologista, dependendo das necessidades específicas de cada caso.
Outra figura de autoridade no assunto é Bruno, um médico que se formou na Universidade Nacional de Rosário e que também compartilha seu conhecimento através de conteúdos no TikTok.
Alguns estudos encontraram uma relação entre roer unhas e o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) , e também está ligado a transtornos de ansiedade e, em alguns casos mais graves, à depressão revela o especialista, destacando os problemas que podem estar associados a esse comportamento compulsivo em algumas pessoas
O hábito de roer unhas pode trazer sérias complicações para a saúde. Ao morder as unhas e causar ferimentos, aumenta-se significativamente a chance de desenvolver infecções nos dedos. Isso se deve ao fato de que nossas mãos entram em contato com uma infinidade de superfícies, muitas das quais estão contaminadas e sujas.
Roer as unhas não é um comportamento normal nem saudável. Se você tem o costume de roer as unhas com frequência e se machuca, seria uma boa ideia consultar um profissional de saúde para que ele possa ajudar a encontrar a causa do seu roedor de unhas aconselhou o especialista
Como evitar roer as unhas?

Embora seja extremamente difícil para aqueles que têm o hábito de roer unhas controlar essa compulsão, a Psychology Today destacou algumas estratégias que podem ajudar a diminuir a ansiedade associada à abstinência de roer os dedos.
- Remédios caseiros. É comum escutar mães e avós afirmarem: “Vou colocar pimenta em você para você parar de roer as unhas”. Apesar de parecer uma ideia inusitada, aplicar substâncias de sabor amargo nas unhas tem ajudado muitas pessoas a abandonar o hábito de roer as unhas.
- Barreiras de contato entre dentes e unhas. O uso de luvas, meias, além de dispositivos de contenção ou placas de mordida, pode ser eficaz para impedir o contato direto entre os dentes e as unhas.
Em situações de maior gravidade, é aconselhável buscar uma avaliação psicológica e clínica para identificar a origem desse comportamento. Muitas vezes, essas pessoas necessitam de medicamentos específicos para impedir que toquem suas mãos e provoquem lesões.
O Segredo





