Karina Corim (Caarapó), Vanessa Ricarte (Campo Grande), Juliana Domingues (Dourados), Mirielle dos Santos (Água Clara), Emiliana Mendes (Juti) e Gisele Oliskowiski (Campo Grande) – o que essas seis mulheres têm em comum? Infelizmente, todas passaram a fazerem parte da lista de vítimas de feminicídio em Mato Grosso do Sul, ainda nesses primeiros meses de 2025.
E março, mês em que no mundo todo, tem sido de celebração e reflexão para as mulheres e para toda a sociedade, vale refletirmos sobre essa difícil realidade em nosso Estado – o aumento dos casos de feminicídio.
O Dia Internacional da Mulher, celebrado na data de hoje, 8 de março, deve ir além de homenagens simbólicas e se transformar em um grito por justiça e mudanças estruturais!
A cada nova vítima, a sociedade é chamada a enfrentar essa dura verdade e exigir mudanças concretas. Por isso, neste mês, não basta somente homenagear a todas nós mulheres; é preciso garantir a nossa segurança e dignidade efetivamente!
De acordo com matéria publicada no Portal Midiamax, neste começo de 2025, uma mulher foi morta pelo companheiro ou ex-companheiro a cada 4 dias em Mato Grosso do Sul. O primeiro feminicídio registrado em MS ocorreu no dia 4 de fevereiro e, o último, no dia 1º de março.
Isso significa que, em um período de apenas 26 dias, uma mulher foi morta a cada 4 dias e 8 horas em média no Estado.
Esses crimes não apenas destroem famílias, mas também escancaram a fragilidade das políticas de proteção e a necessidade de reforçar os mecanismos de prevenção.
Diante dessa realidade, o mês de março não pode ser apenas um momento de comemoração. Dessa vez, ele precisa ser um período de enfrentamento, mobilização e exigência por políticas mais eficazes.
Para combater a violência de gênero, é essencial que as políticas públicas sejam fortalecidas e aplicadas. Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), Centros de Referência de Atendimento à Mulher (CRAMs) e Casas Abrigo precisam estar acessíveis, bem equipadas e preparadas para dar suporte às vítimas. Além disso, é fundamental garantir a rápida aplicação de medidas protetivas, bem como a punição rigorosa dos agressores.
A Lei Maria da Penha, reconhecida mundialmente como uma das legislações mais avançadas no combate à violência doméstica, deve ser aplicada com toda sua força. Nenhuma mulher pode continuar morrendo por falta de amparo ou pelo descaso das autoridades.
O mês de março precisa ser lembrado não apenas como um período de homenagens, mas como um marco na luta contra a violência de gênero. Cada vida perdida deve servir como um alerta para que a sociedade se mobilize, exija mudanças e pressione por um futuro onde as mulheres possam viver sem medo. Somente com compromisso real e ações concretas poderemos transformar essa realidade e garantir que março seja, de fato, um mês de conquistas e proteção para todas nós mulheres!
Olga Cruz





