MS Delas

Search
Close this search box.
31°C

Peixes neon que brilham no escuro podem ser vistos no Bioparque Pantanal

O Tetra-monja, passou por modificação genética para emitir fluorescência. — Foto: Bioparque Pantanal/ Divulgação

Desde o mês de junho de 2025, o Bioparque Pantanal, em Campo Grande, abriga novos “peixes neon” que brilham no escuro. O maior aquário de água doce do mundo agora conta com um grupo de tetra-monja (Gymnocorymbus ternetzi) que, além de encantar o público, levanta importantes debates científicos.

Originalmente conhecidos como tetra-negros — uma espécie nativa do Pantanal —, esses 18 exemplares passaram por uma modificação genética para emitir fluorescência, uma característica que não existe naturalmente na espécie.

Os peixes foram integrados ao Bioparque após serem resgatados pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) durante uma fiscalização em uma loja de aquarismo. É importante destacar que: No Brasil, a importação, venda e manutenção desses peixes são proibidas. A espécie não possui avaliação de risco ambiental nem o aval da CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança).

Como funciona a fluorescência?

A aparência vibrante desses animais é fruto da engenharia genética. Cientistas inseriram genes de anêmonas ou águas-vivas no DNA dos peixes, fazendo com que eles brilhem intensamente sob luz ultravioleta. Embora populares no mercado internacional, essa alteração exige cautela extrema.

Educação e Alerta Ambiental

A chegada desses peixes ao Bioparque serve como uma ferramenta educativa. O objetivo é discutir temas essenciais como:

Risco Ecológico: A soltura desses animais na natureza pode causar desequilíbrios imprevisíveis, já que os impactos de espécies transgênicas nos ecossistemas locais ainda são desconhecidos.

Engenharia Genética: O funcionamento dos Organismos Geneticamente Modificados (OGMs).

Biossegurança: As regras que protegem nossa biodiversidade.

com informações do Portal G1 MS e da WEB

Você também pode gostar...