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Você está em paz ou apenas parou de sentir? Conheça os sinais da anestesia emocional

Foto: Canva

Em um mundo que exige produtividade constante e resiliência inabalável, muitas pessoas acabam desenvolvendo um mecanismo de defesa silencioso: a anestesia emocional. Diferente da calma ou do equilíbrio, a anestesia não é um estado de paz, mas sim um “apagão” sensorial onde as emoções — tanto as ruins quanto as boas — deixam de ser registradas com clareza.

O grande perigo é que esse estado costuma ser confundido com maturidade ou estabilidade. Você acredita que “está tudo sob controle” porque não sente dor, quando, na verdade, apenas parou de sentir.

Aqui estão os três principais sinais de que você pode estar emocionalmente anestesiado sem perceber:

1. Você confunde “não sentir nada” com estar seguro

Este é um dos sinais mais confusos e perigosos. Para quem está anestesiado, a ausência de conflito interno é tida como segurança. Porém, a verdadeira segurança emocional é a capacidade de sentir vulnerabilidade, medo ou tristeza e, ainda assim, sentir-se capaz de lidar com isso.

Se a sua sensação de “paz” depende de estar desconectado do que acontece ao seu redor ou dentro de você, isso não é resiliência; é um mecanismo de enfrentamento desadaptativo. Você não está enfrentando as emoções, está apenas fugindo delas.

2. Sua vida emocional parece “achatada” (Low Responsivity)

Observe sua reação a eventos significativos. Quando algo bom acontece, você sente uma alegria vibrante ou apenas um reconhecimento intelectual de que “isso é bom”? E quando algo triste ocorre, você sente o peso da perda ou simplesmente segue em frente como se estivesse executando uma tarefa?

A anestesia emocional cria um “achatamento” na gama de sentimentos. Você para de perceber mudanças sutis de humor, como irritação leve ou satisfação momentânea, e passa a viver em um estado constante de vazio ou neutralidade. Se você raramente sabe dizer o que está sentindo no momento, seu sistema nervoso pode ter entrado em modo de conservação.

3. Você usa o excesso de ocupação como escudo

A anestesia emocional raramente é passiva; ela costuma ser mantida por distrações. Mudar de assunto quando as conversas ficam profundas demais, manter a agenda lotada para não ter tempo de pensar, ou recorrer excessivamente a telas e redes sociais são formas de evitar o encontro com o eu interior.

Pessoas anestesiadas tendem a se sentir desconectadas até de quem lhes é próximo. Elas estão presentes fisicamente, mas a barreira invisível da anestesia impede que a intimidade emocional real aconteça, pois a intimidade exige que as defesas sejam baixadas — algo que o cérebro anestesiado percebe como uma ameaça.

*Matéria escrita com base em conceitos de psicologia e bem-estar, inspirada no conteúdo publicado pela Forbes Saúde

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