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JEJUM DE REDES SOCIAIS

Iniciei o ano com bloqueio do meu WhatsApp, que segundo suporte da Apple foi ocasionado por diversas tentativas de uso indevido por parte de hackers.

Esses bandidos virtuais são tão eficientes para a maldade, que um de meus clientes, pessoa esclarecida, transferiu 15mil para eles, acreditando que fosse para meu escritório.

Esses ataques em nossos telefones trazem diversos tipos de problemas, e senti na pele o outro lado que foi ficar sem comunicação virtual por uns dias, além de perder alguns arquivos e aplicativos aos quais estava acostumada a utilizar diariamente.

 Mas com isto acabei experimentando o tal jejum das redes sociais.

Apesar de não ter acontecido de forma intencional ou programada, este jejum me fez refletir sobre a dependência que temos dos arquivos e aplicativos, além de estar sempre ligados e antenados com as mídias sociais e a ansiedade por saber de tudo o que acontece pelo mundo.

Mas esta situação, apesar de inesperada, cuja solução não dependia de minhas atitudes, me fez entrar nesse jejum com o menor sofrimento possível. E já que não tinha como resolver de imediato o melhor era relaxar e esperar o tempo previsto do retorno.

Assim sendo, procurei usar meu tempo em atividades off-line, buscando melhorar o bem-estar mental e espiritual e a reconexão com o mundo real e a fé, verdadeiro “detox digital” ou “jejum de dopamina”.  

Por ter passado pela experiência com sucesso e sobrevivido inteira, passei a refletir sobre o tema, inclusive, com leituras cujas anotações divido com vocês sem nenhuma intenção de conselho, mas como troca de experiências.

 Até acredito que foi muito salutar e vou incorporar em minha vida a repetição do jejum de forma espontânea e programada, pois com certeza a nossa saúde mental agradecerá.

Se em algum momento optar por fazer essa desintoxicação, procure alterar sua rotina e redirecionar seu tempo para hobbies, família, amigos, leitura, meditação, oração e trabalho. 

Essa mudança mesmo que temporária lhe reduzirá a sobrecarga de informações, diminuindo a ansiedade, melhorando a concentração e ainda restaurando a sensibilidade ao prazer nas coisas simples. 

E quando retornar procure quebrar a rotina e se organizar com limites de uso das redes sociais, conservando hábitos de conexão com o mundo real e as coisas simples.

Além disso, especialistas no assunto sugerem o controle da dopamina com a desinstalação de alguns aplicativos e alertas que deixam o sistema de recompensa cerebral ligado o tempo todo.

E não se pode deixar de refletir sobre os benefícios desta mudança, pois com certeza, com menos distração a produtividade aumenta e melhora o foco nas tarefas necessárias e importantes da sua profissão e obrigações diárias.

Sem contar à interferência positiva na saúde mental, reduzindo o estresse emocional, a ansiedade, melhorando, inclusive, o humor.

Essa melhoria emocional é evidente com o fortalecimento de laços com pessoas próximas e consigo mesma, que são fatores de equilíbrio e bem-estar.

E o que dizer do crescimento espiritual, uma vez que esse tempo de introspecção traz a oportunidade de aprofundar a fé e a conexão com Deus que só traz benefícios e humanização.

Que possamos jejuar de vez em quando das redes sociais para ter consciência de quanto estamos dependentes deste mundo virtual, e, nos afastando do mundo real e o contato com pessoas que amamos, deixando de desfrutar das coisas simples que podem nos trazer a paz, o equilíbrio emocional e espiritual.

Que esse jejum possa trazer benefícios no sentido de reassumir o controle do uso das redes sociais, convivendo com equilíbrio com os avanços tecnológicos, assumindo o desafio de continuar em frente, apreciando o belo da natureza, o carinho e amor das pessoas de carne e osso, o milagre da vida que o Senhor nos concede todo dia, em paz, no caminho do Sol e sem medo de ser feliz!

Dra. Iacita Azamor Pionti – Advogada e Coordenadora Municipal da Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande-MS

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