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Reinaldo lidera nova pesquisa para Senado com menor índice de rejeição entre pré-candidatos

Foto: Arquivo

O ex-governador Reinaldo Azambuja consolida como a liderança de maior estabilidade e capilaridade política na nova pesquisa do Instituto IPR, encomendada pelo grupo Correio do Estado. Ao contrário de seus principais adversários, que apresentam votações polarizadas geograficamente ou por nichos específicos, Azambuja exibe um desempenho linear em todo o Mato Grosso do Sul.

Os dados revelam que Azambuja não apenas lidera as intenções de voto nos cenários espontâneo e estimulado, como também detém o menor índice de rejeição entre os principais postulantes ao cargo.

Na pesquisa estimulada (onde os nomes são apresentados ao eleitor), Azambuja aparece com 20,03% na soma de primeiro e segundo votos. Ele é seguido por Capitão Contar (16,52%) e Nelsinho Trad (15,69%).

Embora a margem de erro de 3,5 pontos percentuais indique uma sobreposição técnica nos intervalos, com Azambuja variando entre 16,53% e 23,53%, o ex-governador mantém-se numericamente à frente nas estimativas centrais. Já no levantamento espontâneo, Azambuja também ocupa a primeira colocação com 2,42% das citações, enquanto seus principais adversários registram 0,77% cada.

“O cenário atual indica uma definição mais clara na liderança, enquanto a disputa pela segunda vaga tende a depender da configuração final das candidaturas”, analisa Aruaque Fressato Barbosa, diretor do IPR.

Baixa Rejeição

Um dos indicadores mais estratégicos para o grupo político de Azambuja é o seu índice de rejeição. Enquanto os principais concorrentes registram resistências que variam entre 12% e 15%, Reinaldo apresenta apenas 5,99%. Esse baixo teto de rejeição confere ao pré-candidato uma maior margem de crescimento e facilidade para diálogos em eventuais composições de segundo turno.

Perfil e Capilaridade Regional

A pesquisa detalha que a força de Azambuja reside no equilíbrio regional e na solidez entre eleitores de maior senioridade e renda. Ele mantém índices lineares em polos estratégicos: Dourados: 23,20%; Ponta Porã: 23,21%; Campo Grande: 21,97%; Naviraí: 20,59%.

Seu principal diferencial demográfico está entre eleitores de 60 anos ou mais (acima de 25%) e na faixa de renda superior a 5 salários mínimos (24% a 26%). Em contrapartida, Capitão Contar demonstra força concentrada no interior (Aquidauana e Paranaíba) e entre o público masculino, enquanto Nelsinho Trad mantém sua base estabilizada principalmente na Capital.

O levantamento foi realizado entre os dias 27 de abril e 1º de maio de 2026, ouvindo 784 eleitores em 22 municípios sul-mato-grossenses, abrangendo cerca de 69% do eleitorado estadual (aproximadamente 1,2 milhão de eleitores). Margem de erro: 3,5 pontos percentuais. Intervalo de confiança: 95%. Registros na Justiça Eleitoral: BR/01165-2026 e MS/06319-2026.

Desempenho e Rejeição

Pré-CandidatoEstimulada (1º + 2º voto)RejeiçãoPerfil Predominante
Reinaldo Azambuja20,03%5,99%Renda Alta / 60+ anos / Equilíbrio Regional
Capitão Contar16,52%12% a 15%Interior / Masculino / 25-44 anos
Nelsinho Trad15,69%12% a 15%Capital / Renda Média / 35-59 anos

Os dados do IPR reforçam que Reinaldo Azambuja ocupa o centro do tabuleiro político. Sua capacidade de reter o voto de maior renda e experiência, aliada a uma presença uniforme em todas as regiões polo, confere a ele uma vantagem estratégica em termos de governabilidade e rejeição controlada, contrastando com a polarização de perfis apresentada por Contar e a concentração urbana de Nelsinho Trad.

Vale lembrar que, além da liderança consolidada nos números, o capital político de Reinaldo Azambuja recebeu um importante reforço estratégico no plano nacional. Em sua mais recente agenda em Mato Grosso do Sul, o pré-candidato à presidência e senador Flávio Bolsonaro ratificou o alinhamento da direita em torno do nome de Azambuja, deixando claro o apoio para que o ex-governador seja um dos candidatos oficiais do PL ao Senado em MS e também o nome de Eduardo Riedel para a reeelição ao Governo do Estado.

Essa chancela não apenas fortalece a musculatura eleitoral de Azambuja perante o eleitorado conservador, como também sinaliza uma coalizão robusta entre o comando nacional do Partido Liberal e as lideranças regionais para o pleito de 2026.

Olga Cruz

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