MS colhe safra maior de soja com ganho de produtividade. (Foto: Aprosoja/MS)
A safra de soja 2025/2026 em Mato Grosso do Sul fechou com produtividade média de 60,40 sacas por hectare e produção total de 16,7 milhões de toneladas, superando as estimativas iniciais, segundo balanço da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS), Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) e Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação. (Semadesc).
O resultado representa alta de 16,6% na produtividade e de 19,1% na produção em relação ao ciclo anterior, enquanto a área plantada cresceu 2,1%, somando 4,62 milhões de hectares, o que indica desaceleração na expansão e maior foco em ganho produtivo.
A safra foi impulsionada principalmente pelas regiões norte e nordeste, com destaque para a região norte, que registrou média de 68,01 sc/ha.
Principais dados da safra
- Área plantada: 4,62 milhões de hectares (+2,1%)
- Produtividade média: 60,40 sc/ha (+16,6%)
- Produção total: 16,74 milhões de toneladas (+19,1%)
Produção por regiões
- Sul: 60,8% da área | 59,20 sc/ha
- Central: 22,9% da área | 58,17 sc/ha
- Norte: destaque em produtividade | 68,01 sc/ha
Ponta Porã liderou a produção estadual, com mais de 1,46 milhão de toneladas, seguido por Maracaju (1,28 milhão) e Sidrolândia (963,6 mil).
Produtividade da soja
No ranking de produtividade, Alcinópolis ficou na liderança, com média de 81,85 sc/ha, na sequência aparecem:
- Costa Rica: 76,91 sc/ha em 100.123 hectares;
- Chapadão do Sul: 75,65 sc/ha em 140.885 hectares;
- Três Lagoas: 73,50 sc/ha em 827 hectares.
Por outro lado, municípios como Bela Vista e Iguatemi puxaram a média para baixo, com produtividades de 47,65 sc/ha e 40,29 sc/ha, respectivamente.

O ciclo foi marcado por irregularidade climática, com estiagem no plantio e em janeiro, afetando o potencial produtivo, principalmente no sul, e recuperação das lavouras entre fevereiro e março com retorno das chuvas.
Segundo a Aprosoja/MS, o cenário reforça a transição para uma safra com menor expansão de área e maior investimento em produtividade, com destaque para o papel da irrigação nas áreas mais eficientes.
Confira o levantamento completo aqui.
Primeira Página





