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Reinaldo Azambuja projeta modelo de segurança de MS para o Senado: “Parar de enxugar gelo”

A segurança em uma região tão estratégica para a economia quanto sensível para a segurança pública coloca Mato Grosso do Sul na linha de frente do combate ao crime transnacional. O Estado tornou-se o centro de um debate que ultrapassa os limites regionais e atinge o coração da segurança nacional.

Para o ex-governador e pré-candidato ao Senado pelo PL, Reinaldo Azambuja, a blindagem dessa região não pode mais ser tratada como um problema local. Azambuja defende que o fortalecimento da vigilância na fronteira sul-mato-grossense seja assumido como uma meta prioritária e permanente do governo federal.

“A segurança das famílias brasileiras começa na nossa fronteira. Não podemos mais aceitar que o combate ao crime transnacional seja feito de forma episódica”, afirma Reinaldo. “Precisamos de presença constante da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, com suporte tecnológico e efetivo compatível com a extensão do nosso território.”

O Desafio Geográfico da Fronteira Seca

A complexidade do combate ao crime na região é explicada pela própria geografia. Grande parte da divisa de Mato Grosso do Sul é de fronteira seca, delimitada apenas por marcos territoriais, o que facilita a logística de organizações criminosas que utilizam o território como rota de escoamento de ilícitos para os grandes centros do país.

Dados Estruturais da Fronteira de MSImpacto no Estado
Extensão totalMais de 1.000 km de divisa (Paraguai e Bolívia)
Municípios afetados45 dos 79 municípios estão na faixa de fronteira
Cobertura territorialAproximadamente 40% do território do estado

Cidades gêmeas como Ponta Porã (colada a Pedro Juan Caballero, no Paraguai) e Corumbá (vizinha da Bolívia) registram fluxos diários intensos de pessoas e mercadorias, exigindo um nível de fiscalização que, por lei, é de competência da União.

O Modelo de MS: Investimento de R$ 649 Milhões e Resposta Rápida

Durante seus oito anos à frente do Executivo estadual, Reinaldo Azambuja implementou uma política baseada em reestruturação e inteligência que alçou Mato Grosso do Sul ao posto de 4º estado mais seguro do Brasil. No total, foram investidos R$ 649,7 milhões em segurança pública.

O principal indicador desse sucesso está na eficácia das investigações: MS atingiu a marca de 89% de elucidação de homicídios, o dobro da média nacional, que estagna em 44%.

O pacote de modernização das forças estaduais (Polícia Civil e Polícia Militar) incluiu:

  • Reforço no Efetivo: Contratação de mais de 3.000 novos agentes e a realização de 9.747 promoções na carreira.
  • Frota e Tecnologia: Aquisição de novas viaturas, além de investimentos robustos de R$ 80 milhões em suporte aéreo (aeronaves e helicópteros) e embarcações.
  • Estratégia: Criação de 11 novos núcleos de inteligência focados em desarticular as finanças do crime organizado.

Como resultado direto desse cerco montado pelas polícias locais, o estado registrou a apreensão recorde de aproximadamente 2 mil toneladas de drogas em um período de sete anos.

Saul Schramm/Secom-MS

Dando continuidade a essa sólida política de Estado, Reinaldo acompanhou o governador Eduardo Riedel na entrega de mais de 500 viaturas à PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), nesta semana, reforçando a frota e garantindo que as forças de segurança continuem equipadas para proteger a população e as divisas.

Meta Federal: O Programa “Brasil sem Medo”

A tese defendida por Reinaldo é de que o sucesso de Mato Grosso do Sul precisa ser replicado nacionalmente pelas forças federais. A proposta de blindagem das fronteiras foi integrada às 12 metas prioritárias do PL para o país, dentro do programa institucional “Brasil sem medo”.

“Hoje o Brasil está dominado pelo medo. As grandes cidades têm áreas controladas pelo tráfico, o que é um absurdo”, contextualiza o ex-governador. Para ele, a União precisa assumir seu papel constitucional de forma definitiva para evitar o desgaste contínuo das forças estaduais na contenção de um problema que nasce fora do país.

“Mostramos em Mato Grosso do Sul que com investimento, condições de trabalho e inteligência é possível reduzir a criminalidade. No Senado, a nossa luta será para que o Brasil pare de enxugar gelo e passe a fechar as portas para o crime exatamente onde ele entra”, conclui Azambuja.

Olga Cruz

*Com informações das redes sociais e web

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