Vira e mexe, o sacrifício materno vira disputa nas redes sociais. A régua da “boa mãe” parece medir o quanto dói criar um filho. Quanto mais sofrido, maior a aprovação. Maior o suposto amor.
Mas eu te convido a outra reflexão.
É no cotidiano do criar que a gente dá a vida pela prole. Você dá a vida quando o sono é interrompido, e ainda assim se levanta.
Quando dá banho, troca roupa (ou fralda) e prepara a comida em meio ao caos dos choros.
Quando, entre os próprios afazeres, organiza mochila, lancheira, uniforme e às 6h da manhã já está negociando a primeira birra, muitas vezes sem nem ter tomado um gole de café.
Você dá a vida quando honra compromissos para além da maternidade, mesmo depois de uma noite em claro com o termômetro marcando 39°C, ou esperando que, já crescidos, eles retornem da balada.
Você dá a vida quando abre mão de inúmeras coisas que gostaria de fazer por si, para cuidar, comprar, formar eles.
O tão falado sacrifício materno está nas entrelinhas do dia a dia.
Sem romantizar nada, pelo amor de Deus, longe disso, mas ter filhos é, inevitavelmente, abrir mão de muita coisa.
Por isso, tenha complacência consigo.
Não se compare.
Não se cobre além do possível.
E quando alguém vier com a pergunta manjada “você morreria pelos seus filhos?”, lembre-se:
Eles precisam de você viva.
Dar a vida por eles não é morrer. É escolher, todos os dias, permanecer.
Respirando e vivendo… mais do que nunca!
Jéssica Benitez





