Plenário Câmara dos Deputados – Congresso Nacional / Foto: Agência Câmara de Notícias
Segundo matéria publicada pelo jornalista Henrique Shuto no portal Primeira Página, o xadrez político para a disputa das oito vagas de Mato Grosso do Sul na Câmara dos Deputados começou a ganhar contornos definidos com a maratona de convenções partidárias realizadas no último fim de semana.
As principais agremiações homologaram suas chapas e traçaram metas arrojadas para a formação de bancadas fortes em Brasília — com destaque para os partidos que compõem o arco de aliança em apoio à reeleição do governador Eduardo Riedel.
A reportagem de Shuto destaca que o polo de maior atrito na eleição proporcional deve se concentrar entre o PL e a federação União Progressista (União Brasil/PP). Ambas as estruturas trabalham com projeções internas para alcançar até três cadeiras cada na Câmara Baixa. Os estrategistas das duas frentes avaliam que possuem listas densas e competitivas, capazes de atingir com folga o quociente eleitoral necessário para maximizar a representação do Estado no Congresso Nacional.
No espectro do PL, o presidente estadual e ex-governador Reinaldo Azambuja já sinalizou publicamente que a legenda reúne condições técnicas e políticas para eleger entre dois e três parlamentares.
A tática da sigla repousa sobre uma chapa testada nas urnas: a busca pela renovação dos mandatos dos deputados federais Marcos Pollon e Rodolfo Nogueira, somada à força eleitoral da deputada estadual Mara Caseiro, que agora vai concorrer para federal. A lista conta ainda com nomes emergentes que devem acirrar a disputa interna por sobras e médias.
Do lado da federação União Progressista, o quadro desenhado indica vantagem tática para os atuais detentores de mandato. Os deputados federais Dagoberto Nogueira, Geraldo Resende e Luiz Ovando largam em posição estratégica na busca pela recondução.
O grande diferencial da chapa, contudo, é a presença da ex-deputada federal Rose Modesto, que regressa ao pleito proporcional após disputar o Governo do Estado e a Prefeitura de Campo Grande. Detentora do recorde de votação para a Câmara em 2018, Rose ingressa na disputa como uma das principais forças propulsoras de votos da federação.
Na chapa dos Republicanos, o deputado federal Beto Pereira desponta como a principal liderança na busca pela manutenção da vaga. Para encorpar o quociente, o partido apostou na filiação do deputado estadual Roberto Hashioka e no perfil técnico do ex-secretário de Estado da Semadesc, Jaime Verruck.
Já na aliança da esquerda, a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) trabalha para garantir a continuidade de sua representatividade em Brasília. A chapa tem a deputada federal Camila Jara na tentativa de reeleição e ganha densidade com a candidatura do ex-prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad, que disputa a vaga pelo PV, consolidando uma estratégia focada no recall político dos grandes centros.
Conforme aponta o levantamento no Primeira Página, o afunilamento final das chapas depende apenas do encerramento das convenções de legendas como PDT, Novo, PRD e PCO, cujo prazo legal se encerra hoje, quarta-feira, 5 de agosto.
Olga Cruz





