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“Estamos em guerra”, diz Riedel em entrevista, e garante combate severo ao crime organizado em MS

Em participação ao podcast Na Íntegra, do portal Campo Grande News, o governador de Mato Grosso do Sul e candidato à reeleição, Eduardo Riedel 11 (PP), adotou um tom incisivo ao abordar os desafios da segurança pública no Estado. Diante da investida de facções criminosas que buscam dominar rotas do tráfico e coagir populações locais, Riedel afirmou categoricamente que as forças estaduais de segurança não recuarão e que o confronto direto com o crime organizado é “inevitável”.

O chefe do Executivo sul-mato-grossense classificou o cenário nacional de segurança como um estado de conflito aberto. “Eu tenho que falar isso de maneira muito transparente: a gente está em guerra. No Brasil está instalada uma guerra”, declarou.

Confronto inevitável e tolerância zero com facções

Para Riedel, qualquer postura moderada diante da expansão do crime organizado representa uma concessão perigosa à criminalidade. O governador enfatizou que a ausência do poder público abre brechas para que facções imponham o terror e cobrem por “segurança privada” de comerciantes em municípios do interior.

Como trágico exemplo da violência dessas disputas, o candidato citou o caso ocorrido em Cassilândia, em agosto, no qual um jovem e sua enteada de apenas três anos foram assassinados a tiros. “Eles não têm escrúpulo nenhum, nenhum. Como a gente viu no confronto em Cassilândia, morrer uma criança de três anos de idade, assassinada por membros dessas facções. Enquanto eu for governador do Estado, posso até sofrer críticas, mas não vamos permitir que o crime organizado ocupe espaço”, pontuou.

No campo institucional e financeiro, Riedel cobrou maior participação da União no financiamento da segurança pública e destacou os custos assumidos pelo Estado para custear a custódia de traficantes no sistema penitenciário. Ele ressaltou que, mediante articulação com o Ministério da Justiça e contrapartida estadual, a estrutura do Complexo Penal da Gameleira será expandida.

Crítica à polarização e ao desarranjo institucional em Brasília

Ao analisar a conjuntura política nacional, Eduardo Riedel manifestou preocupação com o acirramento das disputas e o desgaste entre os Poderes em Brasília, citando a centralidade que o Supremo Tribunal Federal (STF) assumiu no debate político. Segundo o candidato, o clima de tensão permanente afasta o cidadão comum da política e prejudica a atração de investimentos privados para o país.

“A gente pode ter divergências políticas e na hora da eleição isso fica mais acalorado, mas as instituições do Estado têm a capacidade de sentar à mesa e resolver seus problemas. Quando ficam se agredindo, o resultado acaba sendo péssimo para a população”, avaliou, argumentando que a estabilidade institucional é premissa básica para a segurança jurídica e o crescimento econômico.

Desenvolvimento econômico, Reforma Tributária e Educação

Conciliando as agendas de governo e a campanha nos municípios do interior, Riedel defendeu a atual política de incentivos fiscais como mecanismo decisivo para a atração de grandes empreendimentos para o Estado.

Projetando o cenário pós-2028 com a implantação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) no âmbito da Reforma Tributária — que extinguirá o ICMS e o ISS —, o governador apontou que a disputa por investimentos migrating de concessões tributárias para a oferta de infraestrutura de ponta.

Nesse contexto, a qualificação profissional surge como pilar estratégico do seu plano de governo para acompanhar o crescimento de cadeias produtivas complexas, como a indústria da celulose e papel. “Minha prioridade é a educação. Não adianta criar uma referência de investimento que demanda pessoas qualificadas e não trabalhar a educação em paralelo a isso”, sustentou. Riedel acrescentou que, na geopolítica global, a verdadeira disputa se dá pelo domínio tecnológico e da inteligência artificial.

Meta de governo: Expansão da pavimentação e saneamento

Ao fazer um balanço sobre as metas do atual mandato, o governador reconheceu de forma transparente que, embora tenha avançado no programa de asfaltamento urbano, deseja entregar percentuais ainda maiores à população.

Sob sua gestão, o número de municípios sul-mato-grossenses com mais de 90% das ruas pavimentadas subiu de 20 para 38, elevando a média de cobertura urbana no Estado de 77% para cerca de 84% — o equivalente a 2,7 mil quilômetros de novas vias.

“Eu gostaria muito de ter ido além”, admitiu Riedel, garantindo que, em caso de reeleição, a ampliação da pavimentação e a expansão da rede de saneamento básico continuarão no topo das metas prioritárias de sua administração.

Olga Cruz

*Com informações do Campo Grande News

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