Encontro em Campo Grande reuniu cerca de 70 prefeitos, parlamentares e lideranças partidárias; estratégia prevê ações nos 79 municípios, redução da abstenção e meta de alcançar 70% dos votos para Flávio Bolsonaro em MS
Mato Grosso do Sul entrou em uma nova etapa da articulação política para o segundo turno das eleições presidenciais. Na noite desta quarta-feira (14), o senador eleito e presidente estadual do PL, Reinaldo Azambuja, o governador reeleito Eduardo Riedel (PP) e o também senador eleito Capitão Contar (PL) reuniram cerca de 70 prefeitos, deputados e lideranças políticas no QG do PL, em Campo Grande, para definir as estratégias de mobilização em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).

Batizado de “Missão Flávio 22”, o movimento pretende ampliar a votação do candidato no Estado, onde ele conquistou aproximadamente 58% dos votos no primeiro turno. A meta anunciada pelas lideranças é alcançar 70% no próximo dia 25 de outubro, quando Flávio Bolsonaro enfrentará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela Presidência da República.
Mais do que uma reunião partidária, o encontro representou uma tentativa de reorganizar, em torno da eleição presidencial, a estrutura política que garantiu a reeleição de Eduardo Riedel ao Governo do Estado. Prefeitos, parlamentares e dirigentes de diferentes partidos da base aliada foram chamados a participar das ações previstas para os últimos dias da campanha.

À frente do PL sul-mato-grossense, Reinaldo Azambuja destacou a importância de ampliar o resultado obtido no primeiro turno e ressaltou o peso da representação política alinhada à candidatura presidencial. “A meta é ampliar a vantagem do Flávio Bolsonaro”, afirmou.
O senador eleito também chamou a atenção para a dimensão da base política que participa da articulação. Segundo ele, Mato Grosso do Sul conta com um governador aliado, os três senadores, sete dos oito deputados federais e 20 dos 24 deputados estaduais alinhados ao projeto eleitoral.
Riedel convoca mobilização nos 79 municípios

O governador Eduardo Riedel também assumiu protagonismo na articulação e resumiu a prioridade política do grupo com a expressão “Missão Flávio 22” e destacou a necessidade de intensificar as atividades de campanha nesta reta final. “Reunimos lideranças de todo o MS para alinhar nossa estratégia nessa reta final de 2º turno”, disse.
Riedel acrescentou que a mobilização nas ruas pretende demonstrar a unidade política das lideranças em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro. Entre as primeiras ações previstas está um adesivaço simultâneo nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul, programado para sábado (17), às 10 horas. A iniciativa deverá envolver lideranças municipais, parlamentares e apoiadores.
Abstenção entra no centro da estratégia
Outro ponto considerado importante na articulação é a participação dos eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno.
A avaliação das lideranças é de que ampliar o comparecimento eleitoral, especialmente nos municípios do interior, pode contribuir para o resultado pretendido pela campanha. Por isso, a estratégia envolve mobilização das bases locais, distribuição de materiais, divulgação de vídeos e atividades presenciais.
A presença dos prefeitos é considerada relevante nesse processo, pela capacidade de organização política nos municípios e pelo contato direto com as comunidades.
A participação conjunta de Reinaldo Azambuja, Eduardo Riedel e Capitão Contar também evidencia a continuidade da aliança construída durante a eleição estadual.
Com os dois senadores eleitos pelo PL e o governador reeleito pelo Progressistas, o grupo busca aproveitar sua estrutura política e partidária para ampliar o alcance da campanha presidencial.

O encontro desta quarta-feira dá sequência às articulações realizadas em Brasília, na semana passada, quando lideranças sul-mato-grossenses participaram de reuniões com Flávio Bolsonaro e representantes de partidos aliados.
Na prática, a reunião em Campo Grande marcou a passagem das negociações políticas para a execução de uma agenda coordenada de campanha nos municípios.
Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, o desafio anunciado pelas lideranças é converter a unidade partidária em participação eleitoral. A meta de 70% estabelece o tamanho da determinação do grupo.
Olga Cruz





