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A jornada de 240km de Nikolas Ferreira por justiça aos “presos políticos” e Bolsonaro

Fotos: Redes sociais

Enquanto o cenário político tradicional se divide entre gabinetes e articulações de bastidores, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) decidiu utilizar seu período legal de férias parlamentares para um ato simbólico de resistência. A chamada “Caminhada pela Justiça e Liberdade”, que percorre 240 quilômetros entre o interior de Minas Gerais e a capital federal, entra em sua reta final sob o signo do sacrifício físico e da crítica contundente ao atual sistema judiciário e executivo do Brasil.

Diferente do que pregam seus detratores, Nikolas Ferreira exerce um direito fundamental garantido pela Constituição: o direito de ir e vir. Por estar em período de recesso, o parlamentar possui total autonomia para utilizar seu tempo em mobilizações sociais. A caminhada pela BR-040 não é apenas um teste de resistência, mas um manifesto contra o que o deputado classifica como “injustiças cometidas pelo STF” e o tratamento dado aos detidos pelo 8 de janeiro.

“O que é a moderação hoje em dia? Falar a verdade se tornou radical? O povo está cansado de impunidade, roubalheira e aumento de impostos”, afirmou o deputado durante a saída de Luziânia (GO).

Contra o oportunismo eleitoral 

Um dos pontos altos da jornada foi a postura firme de Nikolas contra o oportunismo eleitoral. O deputado foi enfático ao interromper o trajeto para alertar candidatos que tentavam usar o movimento como palanque: “Estou me lixando se você é candidato a alguma coisa. Isso aqui não é parada eleitoreira”, disparou.

O movimento, que começou focado na representação mineira, rapidamente se tornou um símbolo da união conservadora nacional. A mobilização atraiu figuras de peso da oposição, como o senador Flávio Bolsonaro, que apoia mesmo estando em viagem com a família à Terra Santa; Carlos Bolsonaro; o deputado Gustavo Gayer; André Fernandes; Carlos Jordy e Magno Malta, mesmo estando na cadeira de rodas,  que se uniram ao trajeto para demonstrar solidariedade ao ex-presidente Jair Bolsonaro e questionar as penas impostas aos manifestantes de Brasília, que o grupo considera desproporcionais.

Políticos do Mato Grosso do Sul marcaram presença expressiva, reforçando que a pauta da liberdade transcende fronteiras estaduais, como o deputado Marcos Pollon (PL-MS), que foi um dos entusiastas, mobilizando uma comitiva sul-mato-grossense e convocando apoiadores para o encerramento em Brasília, e o deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS), também integrou o grupo, reforçando o coro por anistia e justiça.

Críticas

Chama a atenção a energia despendida por políticos de esquerda e setores da mídia para criticar o ato físico do deputado. Enquanto a caminhada é alvo de ironias, há um silêncio ensurdecedor sobre temas urgentes que afetam o bolso do brasileiro: ‘Rombos Trilionários’: As contas públicas sob a gestão Lula apresentam déficits que preocupam o mercado e as futuras gerações.

Desmandos Judiciais: Decisões monocráticas e o avanço do STF sobre competências do Legislativo. Inversão de Valores: A indignação da oposição parece mais voltada para um homem caminhando em uma rodovia do que para a soltura de condenados por corrupção ou o aumento desenfreado da carga tributária.

Apesar de ruídos na comunicação com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o gabinete do deputado reiterou que todos os ofícios necessários foram enviados à ANTT e aos órgãos competentes, garantindo a transparência do ato. O grupo já superou a marca dos 150 km percorridos e mantém a previsão de chegada à Praça do Cruzeiro, em Brasília, neste domingo (25).

A caminhada de Nikolas Ferreira termina onde as grandes decisões começam, deixando uma pergunta clara para o eleitor: por que o exercício da liberdade de um deputado incomoda mais do que o estado atual da economia e da justiça brasileira?

Olga Cruz

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