No texto da semana anterior falei sobre a necessidade de mudanças pessoais para que se tenha realmente um novo ano, sob pena de continuidade no ano velho, uma vez que no calendário o dia 31 para o dia 1º em nada altera em nossas vidas se nós não tomarmos decisões que possam nos levar aos objetivos sonhados ou programados.
E como tem acontecido na leitura dos meus textos, alguns amigos apresentam questionamentos da origem do texto ou discordam sobre parte do meu ponto de vista, o que sempre me deixa muito contente, pois demonstra que a coluna está se firmando como ponto de reflexão sobre a vida.
Não foi diferente desta feita, trazendo lista de desculpas, seja a colocação como ser humano falível, a síndrome de Gabriela (-eu nasci, eu cresci assim, vou ser sempre assim – vou escrever sobre isso mais pra frente…) ou por que como cristã deixa tudo nas mãos do Senhor. Apesar de que a grande maioria entendeu a intenção do escrito e do que deve significar o “Ano Novo”.
E nesta semana vi a publicação de um texto pela minha filha que me fez refletir um pouco mais sobre isso, que diz assim: “Deus não construiu a arca. Deus não rolou a pedra do túmulo. Deus não encheu as talhas com água. Deus não jogou as redes no mar. Obediência é a parte humana do milagre. Não espere o extraordinário de Deus enquanto não estiver disposto fazer o que está no alcance de suas mãos.” (@candidogomes)
Achei maravilhoso ter trazido os milagres atribuídos a Cristo em sua passagem pela Terra, mostrando a participação do ser humano, por mais pequena e irrisória que nos pareça em cada um deles.
E ainda me lembrei de que dias atrás, como a Embaixadora da Água, ao falar sobre isso num grupo de pessoas esclarecidas, disse que devíamos começar a fazer a nossa parte, nas nossas casas, economizando água, plantando árvores, evitando desmatar as nascentes, uma das pessoas falou que não adiantava pois a responsabilidade era do agronegócio.
Sem entrar na discussão que me parece muito mais abrangente e política, argumentei que se ficarmos culpando este ou aquele, sem nada fazer estaremos sendo coniventes e culpados igualmente, independente do tamanho da culpa.
Pois é meus amigos temos que fazer a nossa parte com pequenas mudanças, mas necessárias para um mundo melhor com mais ética, amor, paz, justiça e harmonia.
Afinal, se você quer acabar com a corrupção, não aceite suborno ou procure subornar para alcançar seus objetivos pessoais.
Se você acha um absurdo o roubo de cargas, roubo de celular, carros e motos e os assassinatos dos motoristas e demais vítimas exiga nota fiscal em todas as suas compras.
Se você acha um absurdo o trânsito na cidade nunca feche o cruzamento e respeite os sinais e os outros motoristas.
Se você acha um absurdo o desempenho dos nossos representantes na política, não vote mais neles e faça uma campanha com seus amigos sobre o seu descontentamento, acompanhe e cobre os serviços prestados e aponte aqueles que te decepcionaram, não os reeleja.
Se você acha um absurdo a desordem causada pelos camelôs e outros vendedores informais, não compre nada deles, a maior parte de suas mercadorias são roubadas, falsificadas ou sonegadas.
Se você acha um absurdo o poder dos marginais nas favelas, denuncie seus atos, não compre e não consuma drogas.
Se você acha um absurdo a quantidade de pedintes no sinal ou de flanelinhas nas ruas, não dê esmolas, encaminhe para os serviços sociais da sua cidade.
Se você acha um absurdo que qualquer chuva alague a cidade, não jogue lixo na rua que vai entupir os bueiros, use as latas de lixo.
Que tal começarmos o ano de 2024 buscando trazer o nosso melhor, dividir nossos conhecimentos e amor com o próximo, começando por nós servindo de exemplo para nossos filhos e para as novas gerações, mudar nossas atitudes fazendo o que parece pouco, mas que pode ser o primeiro passo para o milagre que queremos ou sonhamos, sem medo de ser feliz!
Dra. Iacita Azamor Pionti
Advogada e presidente do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres





