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“Bailar no Escuro” transforma o Casarão Thomé em experiência cultural e tecnologia

Entre os dias 6 e 8 de fevereiro, o histórico Casarão Thomé será palco de uma experiência sensorial profunda. A instalação-performática “Bailar no Escuro”, idealizada pelo duo Halisson Nunes e Verônica Lindquist, ocupa o espaço com cinco sessões gratuitas que prometem desafiar a percepção do público e resgatar a memória arquitetônica da Capital.

O projeto, financiado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), cruza dança contemporânea, literatura e artes visuais. Diferente de um espetáculo de palco tradicional, a obra convida o espectador a um estado de “presença radical”.

A experiência

Ao entrar no casarão, o público ocupa lugares fixos — cadeiras e sofás originais da residência. A partir desse ponto, a narrativa se desenrola. “Cada pessoa assiste à obra a partir do seu campo de visão, criando uma experiência singular, determinada pelo lugar que ocupa”, explica Halisson Nunes.

A performance utiliza recursos de vídeo mapping e monitores que espalham imagens pelos cômodos, criando um jogo entre o visível e o oculto. O cenário simbólico é o “quarto de despejo”, metáfora para o acúmulo de memórias e fragmentos de histórias que o corpo do performer atravessa durante os 40 minutos de sessão.

Diálogo entre linguagens e natureza

Nascido de um poema homônimo escrito por Verônica Lindquist durante a pandemia, o projeto investiga as relações humanas e a comunicação “subterrânea”.

“Pensamos a obra como camadas. Quando o texto aparece, ele não domina a cena, mas dialoga com a instalação e com a performance”, detalha Verônica.

A artista destaca que a obra também reflete sobre a era digital, buscando inspiração em redes naturais, como rizomas e teias, para questionar a separação entre o real e o virtual.

O Palco

Construído em 1947 pela família Thomé — responsável por ícones como o Relógio da 14 de Julho —, o casarão é hoje um centro cultural gerido pela artista Miska Thomé. Para os realizadores, ocupar esse patrimônio é parte essencial da obra. As esculturas e a ação física dialogam diretamente com as paredes que guardam 80 anos de história urbana de Mato Grosso do Sul.

Serviço

As entradas são gratuitas e a retirada de ingressos acontece no local, uma hora antes de cada sessão (sujeito à lotação).

Mais informações: Instagram @bailarnoescuro.

Datas e Horários: * Sexta-feira (06/02): 19h

Sábado (07/02) e Domingo (08/02): 19h e 20h30

Local: Casarão Thomé (Rua 14 de Julho, 3169 – São Francisco)

Classificação: 14 anos

Acessibilidade: Tradução em Libras disponível.

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