O ano de 2025 marca um novo e preocupante capítulo na história econômica do Brasil. Dados consolidados pelo Impostômetro, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), revelam que o brasileiro pagou o maior valor real em impostos de todos os tempos! O montante, que supera todas as marcas anteriores mesmo quando ajustado pela inflação, acende um sinal de alerta sobre a sustentabilidade do modelo fiscal do País e o peso do Estado sobre quem produz e trabalha.
Para economistas e analistas do setor produtivo, o recorde não é um fato isolado, mas o sintoma direto de um problema estrutural: o custo da máquina pública. O diagnóstico é claro: o elevado patamar tributário é a consequência inevitável de um governo que gasta muito e de forma pouco eficiente.
Governo caro
O debate sobre a carga tributária brasileira frequentemente foca na complexidade do sistema, mas especialistas apontam que o verdadeiro vilão é o volume de gastos. “Não existe mágica na economia. Enquanto a máquina pública continuar inchada, ineficiente e mantendo privilégios que não chegam à ponta do serviço prestado ao cidadão, a fatura continuará sendo repassada para o contribuinte”, afirma a análise técnica sobre os dados.
O setor produtivo argumenta que o Brasil vive um círculo vicioso. Para sustentar uma estrutura estatal pesada, o governo eleva a arrecadação, o que retira capital de investimento das empresas e reduz o poder de compra das famílias, freando o crescimento econômico a longo prazo.
Cortar gastos
Diferente de décadas passadas, onde o aumento de impostos era visto como a solução imediata para fechar o caixa, o cenário de 2025 impõe uma única saída viável para desonerar o cidadão: a redução real das despesas do Estado.
A solução exige o que analistas chamam de “coragem política”. Medidas como a revisão de subsídios ineficientes, o combate a privilégios em diversas esferas do poder e a modernização da gestão pública são apontadas como passos urgentes. Sem uma reforma administrativa profunda e o compromisso real com a responsabilidade fiscal, o teto da arrecadação continuará sendo rompido ano após ano.
Perspectivas
O Impostômetro, localizado no Centro Histórico de São Paulo, tornou-se um símbolo do descontentamento social com o retorno dos serviços públicos em relação ao que é pago. Para o cidadão comum, a sensação é de que o esforço laboral está sendo drenado para sustentar uma estrutura que não entrega saúde, educação e segurança na mesma proporção da cobrança.
O recado do mercado e da sociedade civil organizada é uníssono: sem responsabilidade fiscal e uma redução efetiva do tamanho do Estado, o Brasil continuará batendo recordes de arrecadação que nenhum país desenvolvido gostaria de ostentar. A pergunta que fica para o restante de 2025 e para os anos seguintes é se haverá disposição política para enfrentar o inchaço estatal ou se o contribuinte continuará sendo o único garantidor de uma conta que não para de crescer.
*Com informações do Impostômetro (ACSP).
Olga Cruz





