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“Eleger Flávio presidente é prioridade”, afirma Reinaldo em entrevista ao Bom Dia MS

Após ampliar a força do PL nas urnas, senador eleito defende autonomia do governador na composição da nova gestão e intensifica articulação da centro-direita para o segundo turno presidencial

O senador eleito por Mato Grosso do Sul e presidente estadual do Partido Liberal (PL), Reinaldo Azambuja, deixou claro ao jornalista Fabiano Arruda, em entrevista concedida nesta quarta-feira (14) ao programa Bom Dia MS, que a prioridade política neste momento não é a ocupação de cargos no segundo governo de Eduardo Riedel (PP), mas a mobilização das forças de centro-direita para a eleição de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, no segundo turno das eleições.

A declaração ocorre após o expressivo desempenho do PL nas eleições no primeiro turno, 4 de outubro, quando a legenda conquistou as duas vagas de Mato Grosso do Sul para o Senado, ampliou sua representação na Câmara dos Deputados e formou a maior bancada da Assembleia Legislativa, com nove parlamentares.

Na entrevista, Reinaldo destacou o resultado da estratégia de fortalecimento partidário desenvolvida no Estado, que consolidou o PL como uma das principais forças políticas em MS e ampliou seu protagonismo nas articulações nacionais.

Questionado por Fabiano Arruda sobre a participação do PL na composição do segundo mandato de Eduardo Riedel, considerando a representatividade conquistada nas urnas, Reinaldo afastou a discussão sobre distribuição de cargos e secretarias.

Em sua resposta, o senador eleito ressaltou que o momento exige concentração de esforços na disputa presidencial e que a formação da equipe do próximo governo estadual deverá ser conduzida pelo próprio Riedel.

“O governador tem autonomia para definir como pretende trabalhar e conduzir sua próxima gestão. Isso é uma decisão dele. Nós estaremos aqui para apoiar”, afirmou.

O candidato a Presidência da República, Flávio Bolsonaro e o senador eleito (PL), Reinaldo Azambuja / Foto: Arquivo

Eleger Flávio é prioridade

Ao longo da entrevista, Reinaldo voltou a defender a necessidade de uma mobilização ampla das lideranças políticas e dos eleitores sul-mato-grossenses para o segundo turno.

Segundo ele, o governador Eduardo Riedel, o PL e os demais partidos que integram a aliança de centro-direita estão empenhados em fortalecer a campanha de Flávio Bolsonaro, com ações coordenadas em diferentes regiões do Estado.

“Neste momento, nossa preocupação é eleger Flávio Bolsonaro presidente. Estamos trabalhando, mobilizando nossas lideranças e fazendo um grande esforço para que as pessoas saiam de casa e vão votar”, declarou.

Uma das principais preocupações apontadas por Reinaldo é o índice de abstenção registrado no primeiro turno das eleições em MS. Para o senador eleito, reduzir o número de eleitores que deixam de comparecer às urnas está sendo uma das tarefas centrais da campanha nesta reta final.

Ele destacou que a estratégia envolve reuniões políticas, adesivagem de veículos, distribuição de material de campanha, mobilização de lideranças municipais e atuação nas redes sociais, tanto nos canais oficiais do partido quanto nos perfis pessoais dos integrantes da aliança.

Reinaldo também reiterou críticas ao governo do presidente Lula (PT), especialmente em relação aos gastos públicos e à condução da economia.

Na avaliação do senador eleito, o País precisa de uma mudança na administração federal, com maior controle das despesas públicas, estímulo ao crescimento econômico e recuperação da capacidade de investimento.

Reinaldo no evento de filiação ao PL em MS / Foto: Arquivo

Força do PL em Mato Grosso do Sul

A eleição de Reinaldo Azambuja e Capitão Contar para o Senado, somada à ampliação das bancadas estadual e federal, consolidou o resultado da estratégia partidária conduzida pelo ex-governador.

O desempenho também ampliou o peso político do PL nas negociações e decisões que envolverão o futuro governo estadual.

Apesar disso, Reinaldo sinalizou que não pretende transformar a representatividade conquistada nas urnas em uma disputa imediata por cargos.

Ao defender a autonomia de Eduardo Riedel, ele reafirmou a disposição de manter o alinhamento político com o governador, a senadora Tereza Cristina e as demais lideranças que integram o grupo.

Reinaldo pode integrar eventual governo federal?

Embora o assunto não tenha sido abordado na entrevista desta quarta-feira, outro movimento político envolvendo Reinaldo Azambuja já ganhou espaço nos bastidores e na imprensa: a possibilidade de o senador eleito integrar um eventual governo de Flávio Bolsonaro.

Em agosto, o jornal Correio do Estado repercutiu informações de que o ex-governador estaria entre os nomes cogitados para assumir o Ministério da Agricultura, caso o candidato do PL vença a eleição presidencial.

Posteriormente, em entrevista concedida em setembro ao Giro Estadual de Notícias, Reinaldo confirmou que havia conversado com Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho sobre a possibilidade de colaborar na transição de um eventual governo federal. Na ocasião, entretanto, não confirmou convite para assumir qualquer ministério.

A hipótese de uma participação no Executivo federal encontra respaldo no histórico administrativo e político de Azambuja. Governador de Mato Grosso do Sul por dois mandatos, entre 2015 e 2022, ele acumulou experiência na gestão pública, na articulação federativa e na condução de políticas de desenvolvimento econômico, infraestrutura e responsabilidade fiscal.

Sob uma análise política, seu perfil não precisaria ficar restrito ao Ministério da Agricultura. A experiência à frente do Executivo estadual e o conhecimento das relações entre União, estados e municípios também o credenciam para outras áreas da administração federal.

Trata-se, por enquanto, de uma possibilidade política, sem indicação oficial ou confirmação de convite ministerial.

O fato é que Reinaldo chega ao novo cenário nacional com um capital político ampliado: foi eleito o senador mais votado em MS, preside o PL, participou da construção de uma das maiores bancadas partidárias do Estado e mantém interlocução com lideranças de projeção nacional.

Se esse conjunto de fatores poderá levá-lo a um ministério, somente os próximos acontecimentos políticos poderão responder.

Por ora, como fez questão de enfatizar na entrevista ao Bom Dia MS, sua prioridade declarada continua sendo a eleição de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

Olga Cruz

Foto: Mazão Ramires

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