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Dezesseis anos após o inesquecível pontapé de Andrés Iniesta em Joanesburgo, o futebol mundial testemunhou a repetição da história com contornos de pura dramaticidade. Em uma final intensa disputada no New York New Jersey Stadium neste domingo, 19 de julho, a Seleção Espanhola derrotou a Argentina por 1 a 0 no tempo extra e sagrou-se bicampeã da Copa do Mundo da FIFA.

O gol que carimbou a segunda estrela no peito da Furia foi anotado pelo atacante Ferran Torres, aos 106 minutos de jogo (primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação), coroando a irrepreensível campanha comandada pelo técnico Luis de la Fuente.
A decisão colocou frente a frente a atual campeã europeia e a então detentora do título mundial. Desde os primeiros minutos, a Espanha impôs seu tradicional jogo de posse de bola e pressão alta, sufocando as saídas argentinas. O jovem prodígio Lamine Yamal e o volante Rodri — eleito o melhor jogador do torneio — ditaram o ritmo do meio-campo e criaram as melhores chances do tempo regulamentar.
A Argentina se manteve resiliente sob a liderança de Lionel Messi e com grande atuação do goleiro Emiliano Martínez. No entanto, a estrutura sul-americana sofreu um golpe severo nos acréscimos do segundo tempo: o meio-campista Enzo Fernández recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso.
Com um homem a mais durante toda a prorrogação, a Espanha intensificou o cerco. O momento de libertação veio logo no início da etapa final do tempo extra: Pedro Porro alçou a bola na área, Nico Williams a manteve viva no segundo pau com uma cabeçada precisa, e Ferran Torres fulminou de primeira para estufar as redes argentinas.

Do pesadelo na estreia ao feito histórico de 2026
A trajetória espanhola em solo norte-americano ganha contornos ainda mais impressionantes pelo contraste de sua estreia. Após um tropeço surpreendente por 1 a 0 contra a Suíça na fase de grupos, a equipe engrenou uma sequência irrepreensível no mata-mata, eliminando potências como Bélgica e França antes de encarar a Argentina na decisão.
Além de erguer a taça, a Espanha estabeleceu um recorde histórico absoluto: tornou-se a primeira seleção campeã da história das Copas do Mundo a sofrer apenas um gol ao longo de todo o torneio. A solidez do sistema defensivo construído por De la Fuente superou os recordes anteriores de Itália (2006), Espanha (2010) e França (1998).
A dinastia espanhola: 2010 e 2026
O triunfo de 2026 consolida uma coincidência fascinante na história da seleção espanhola:
| Edição | Sede | Placar da Final | Autor do Gol do Título | Ciclo Integrado |
| 2010 | África do Sul 🇿🇦 | 1 x 0 vs. Holanda 🇳🇱 (Prorrogação) | Andrés Iniesta (116′) | Campeã da Euro 2008 / Copa 2010 / Euro 2012 |
| 2026 | EUA / Canadá / México 🇺🇸🇨🇦🇲🇽 | 1 x 0 vs. Argentina 🇦🇷 (Prorrogação) | Ferran Torres (106′) | Campeã da Euro 2024 / Copa 2026 |
Assim como a “Geração de Ouro” de Xavi, Iniesta e Casillas encadeou conquistas inesquecíveis entre 2008 e 2012, o grupo liderado por Rodri, Lamine Yamal, Nico Williams e Pau Cubarsí reafirma o predomínio do futebol espanhol no cenário global.

A Seleção do Brasil, permanece como a mais ganhadora do titulo, totalizando cinco mundiais.
Olga Cruz





