Foto: TV Globo
A morte de uma das atrizes mais emblemáticas da televisão brasileira, em 2015, desencadeou um prolongado embate judicial envolvendo sua família.
A artista faleceu em dezembro de 2015, aos 72 anos, vítima de um câncer de pulmão, e completaria 83 anos nesta quarta-feira, 22 de janeiro.
Ela enfrentava a doença havia alguns meses e morreu em sua residência, no Rio de Janeiro.
Além do impacto cultural causado por sua partida, o falecimento deu início a uma disputa envolvendo o patrimônio deixado pela atriz, avaliado em cerca de R$ 40 milhões.
Marília Pêra havia deixado um testamento formalizado em cartório, no qual detalhava a divisão de seus bens e recursos financeiros. De acordo com o documento, 75% da herança deveriam ser destinados aos seus três filhos.
Os 25% restantes ficariam divididos entre o último marido da atriz e sua irmã. No entanto, a aplicação dessas determinações não ocorreu de forma imediata e acabou se tornando alvo de questionamentos públicos.
O viúvo da artista, Bruno Faria, contestou judicialmente os termos do testamento. Ele argumentou que, conforme a legislação brasileira, o cônjuge teria direito a 50% do patrimônio.
Durante o período de conflito, houve ainda divergências relacionadas à permanência dele no apartamento onde o casal vivia. Em contrapartida, os filhos defenderam que a vontade expressa da mãe, registrada legalmente, deveria ser respeitada sem modificações.
A disputa judicial se estendeu por quatro anos e foi encerrada apenas em 2019. O acordo final manteve exatamente os termos definidos por Marília Pêra em vida: os filhos ficaram com 75% da herança, enquanto o viúvo e a irmã dividiram os 25% restantes.
A decisão pôs fim aos conflitos envolvendo imóveis, contas bancárias e demais bens.
O Segredo





