A informação é do atual presidente estadual do PL, o ex-governador Reinaldo Azambuja, e está na matéria publicada, nesta sexta-feira (23), pelo portal Primeira Página – Coluna Política de Primeira / Foto: Arquivo
O cenário político de Mato Grosso do Sul entra em uma fase decisiva. O ex-governador e atual presidente estadual do PL, Reinaldo Azambuja, confirmou que as pesquisas que balizarão as candidaturas ao Senado Federal pela coligação governista serão finalizadas em março. Segundo Azambuja, embora o monitoramento interno mostre pouca oscilação nos últimos meses, o diagnóstico final será o divisor de águas.
“Já temos várias pesquisas internas e o cenário pouco mudou, mas é a partir dos novos números qualitativos e quantitativos que definiremos os dois nomes para o Senado”, afirmou o líder do PL.
A estratégia está sendo montada em conjunto com o governador Eduardo Riedel, agora filiado ao Progressistas (PP). A migração de Riedel para o PP e a liderança de Azambuja no PL consolidam um “arco de alianças” que busca não apenas a reeleição do governador, mas a ocupação das duas cadeiras em disputa para o Senado com nomes que garantam governabilidade e sintonia ideológica.
Cinco nomes de peso já trabalham intensamente nos bastidores para viabilizar suas candidaturas dentro deste bloco aliado:
| Partido | Pré-candidatos | Perfil Político |
| PL | Reinaldo Azambuja | Ex-governador por dois mandatos; Presidente do PL e principal articulador político de MS. |
| PL | Capitão Contar | Forte apelo junto ao eleitorado bolsonarista raiz. |
| PL | Gianni Nogueira | Vice-prefeita de Dourados, representando a força do agronegócio e do interior. |
| PP | Luiz Ovando | Deputado Federal com forte atuação na área da saúde e pautas conservadoras. |
| PP | Gerson Claro | Presidente da Alems, com grande articulação entre prefeitos e vereadores. |
As lideranças partidárias destacam que a pesquisa qualitativa será tão importante quanto a intenção de voto direta (quantitativa). Ela medirá o potencial de crescimento de cada nome, a rejeição e, principalmente, como o eleitor de Mato Grosso do Sul reage à composição das chapas entre PL e PP.
A definição em março é estratégica para permitir que os escolhidos tenham tempo de consolidar alianças regionais antes do início oficial da campanha e do fechamento das janelas partidárias.
PP e PL
A recente migração do governador Eduardo Riedel para o PP, somada à presidência de Reinaldo Azambuja ao PL, cria uma dinâmica de “pesos e contrapesos” inédita no Estado. Com Riedel no Progressistas, o partido ganha a “caneta” e o protagonismo administrativo, o que naturalmente pressiona por uma das vagas ao Senado para consolidar sua base.
Por outro lado, o PL de Azambuja detém uma forte identificação com o eleitorado conservador de MS. Essa configuração obriga as siglas a uma divisão cirúrgica: enquanto o PP busca a manutenção do projeto de governo, o PL foca em se tornar a maior força legislativa do Estado, transformando a escolha dos candidatos ao Senado em um exercício de equilíbrio para evitar que uma sigla sufoque a outra na chapa majoritária.
Olga Cruz
*Com informações do Política de Primeira / Primeira Página





