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TCE intima prefeita Adriane para explicar sobre buracos no asfalto de Campo Grande

Conselheiro Osmar Jeronymo dá prazo de dois dias úteis para resposta sobre contratos de manutenção viária vencidos ou próximos do fim

O conselheiro Osmar Domingues Jeronymo, do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), notificou nesta quarta-feira (1º) a prefeita de Campo Grande, Adriane Barbosa Nogueira Lopes, para que explique quais providências estão sendo tomadas diante do vencimento dos contratos responsáveis pela manutenção do pavimento asfáltico na Capital.

Segundo o documento (Ofício GAB.ODJ nº 11/2026), o conselheiro identificou que os contratos oriundos da Concorrência nº 5/2022 — responsáveis pela manutenção de pavimento asfáltico e pela recomposição de capa asfáltica e da estrutura das vias nas regiões do Anhanduizinho, Bandeira, Centro, Imbirussu, Lagoa, Prosa e Segredo — têm vigência encerrada ou prestes a se encerrar nos dias 24 e 31 de julho.

Diante disso, como relator do Município de Campo Grande, Osmar Jeronymo cobra da prefeita esclarecimentos sobre as medidas adotadas para resolver os problemas de pavimentação no Município e concede prazo de dois dias úteis para a apresentação de justificativas.

Reportagens veiculadas na última semana revelaram que as sete regiões da cidade podem ficar sem o serviço de tapa-buraco a partir de julho, já que quatro regiões já estão com o serviço paralisado porque o saldo do contrato foi utilizado e não deve receber aditivo.

Para os motoristas de Campo Grande, os buracos deixaram de ser um incômodo pontual e se tornaram uma rotina de risco. O quadro piora nos dias de chuva, quando a água encobre as crateras e reduz a visibilidade, elevando o risco para motociclistas e pedestres, e chega a obrigar motoristas de ônibus a alterar rotas.

A Prefeitura de Campo Grande tem até o dia 3 de julho, sexta-feira, para responder formalmente ao TCE-MS.

Alexsandra Oliveira

Foto: Mary Vasques

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