Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul publicou, nesta terça-feira (7), uma resolução que estabelece um fluxo emergencial para o atendimento de pacientes com casos graves de chikungunya. A medida tem como foco principal a região de Dourados e municípios do Centro-Sul do Estado, onde há aumento expressivo da circulação do vírus.
A normativa define regras mais rápidas e organizadas para o encaminhamento de pacientes em estado crítico, com o objetivo de reduzir atrasos no atendimento e garantir acesso a unidades de maior complexidade, como UTIs.
Um dos principais pontos da resolução é a definição de tempo máximo de resposta: casos classificados como mais graves deverão ter uma decisão sobre transferência ou encaminhamento em até 1 hora após o registro.
Esse prazo é considerado obrigatório e deve orientar toda a organização das centrais de regulação, que são responsáveis por coordenar vagas e transferências no sistema público de saúde.
O texto também reforça o uso da chamada “Vaga Zero”, mecanismo utilizado em situações extremas. Na prática, ele permite que pacientes em risco de morte sejam encaminhados imediatamente para hospitais, mesmo sem vaga disponível, garantindo atendimento emergencial.
O fluxo de atendimento seguirá uma ordem prioritária na região de Dourados:
- Primeiro: encaminhamento ao Hospital Universitário da UFGD
- Segundo: Hospital Regional de Dourados
- Caso não haja resposta ou disponibilidade: outra unidade ou acionamento da Vaga Zero
A decisão final caberá ao médico regulador, que deve agir mesmo diante da ausência de retorno de hospitais.
Critérios de gravidade
A resolução detalha os sinais que indicam gravidade, como:
- choque ou desidratação severa
- dificuldade respiratória
- alteração de consciência
- queda de pressão
- convulsões
Também são considerados fatores de risco pacientes idosos, gestantes, pessoas com comorbidades e populações indígenas.
Monitoramento contínuo
A Secretaria também determinou o acompanhamento diário dos atendimentos, com indicadores como:
- número de casos graves
- tempo de resposta
- quantidade de transferências
- uso da Vaga Zero
- óbitos registrados
Relatórios periódicos deverão apontar gargalos e orientar ajustes na rede de saúde.
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