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Golpes eletrônicos fazem novas vítimas e prejuízos passam de R$ 44 mil em Campo Grande

Foto: Canva

Uma sequência de boletins de ocorrência registrados na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro revela que golpes eletrônicos continuam fazendo vítimas em Campo Grande. Somados, os prejuízos relatados em quatro casos recentes ultrapassam R$ 44 mil, evidenciando a ação de criminosos que utilizam diferentes estratégias para enganar moradores.

As ocorrências envolvem vítimas com idades entre 36 e 77 anos, que foram induzidas a realizar transferências bancárias, liberar acesso ao celular ou seguir instruções falsas durante contatos telefônicos e mensagens.

Golpe com falso atendente bancário

Em um dos casos, uma vítima de 71 anos relatou que recebeu uma ligação de um suposto atendente de banco informando sobre uma tentativa de compra suspeita com seu cartão.

Durante a conversa, a pessoa foi orientada a realizar uma transferência de R$ 1 via Pix como teste, valor que chegou a ser devolvido, o que aumentou a confiança na abordagem. Em seguida, foi convencida a realizar outra transferência, desta vez no valor de R$ 3.570,54, supostamente relacionada a um pagamento para uma empresa. Após encerrar a ligação, percebeu que havia sido vítima de fraude.

Criminosos usam ação judicial real para aplicar golpe

Outro caso envolveu uma vítima de 77 anos, que foi contatada por um indivíduo que se apresentou falsamente como funcionário do Fórum. O golpista demonstrou conhecimento sobre uma ação judicial real da vítima, relacionada a um pedido de cirurgia.

Acreditando na veracidade das informações, a vítima seguiu instruções que levaram à instalação de um programa de acesso remoto no celular. Logo depois, perdeu o controle do aparelho, que foi restaurado remotamente.

Ao procurar sua agência bancária, constatou que criminosos haviam utilizado R$ 4 mil do limite de crédito e transferido cerca de R$ 27 mil para contas de terceiros.

Falsa sentença judicial leva vítimas a transferências

Em outra ocorrência, vítimas de 56 e 36 anos relataram que foram contatadas por um perfil que utilizava o nome e a imagem de uma advogada. O contato informava sobre uma suposta sentença favorável em um processo judicial contra uma instituição financeira, com indenização superior a R$ 32 mil.

Durante uma videochamada, um homem chegou a se apresentar como juiz responsável pelo caso. Sob a justificativa de liberar o valor da indenização, as vítimas foram convencidas a realizar três transferências via Pix que totalizaram R$ 9.348.

Após as transações, descobriram que haviam sido enganadas ao entrar em contato com a verdadeira advogada.

Golpe de falso prêmio também fez vítima

Outro registro envolve uma vítima de 51 anos, que recebeu uma ligação de supostos representantes de uma instituição filantrópica para a qual costuma contribuir. Os criminosos informaram que ela teria sido contemplada com um prêmio de R$ 5 mil.

Para liberar o valor, pediram que fosse seguido um procedimento durante uma videochamada. Durante o processo, a vítima acabou realizando uma transferência de R$ 775 via Pix.

Os golpistas ainda tentaram convencer a vítima a acessar outras contas bancárias, mas ela recusou e encerrou o contato.

Os casos foram registrados na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro e serão investigados.

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