Tambaqui integra a lista (Foto: Fapesp)
Após 12 anos, foi publicada nesta terça-feira (28) a atualização da lista nacional oficial de espécies da fauna ameaçadas de extinção. O documento, disponível no Diário Oficial da União (DOU) – acesse na íntegra ao fim desta matéria – foca especificamente em peixes e invertebrados aquáticos.
A norma assinada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, serve como o novo parâmetro legal para a proteção da biodiversidade hídrica brasileira e revoga a portaria anterior de 2014.
Agora, o levantamento detalha 490 espécies, classificando de acordo com o grau de risco:
- Criticamente em Perigo (CR)
- Em perigo (EN)
- Vulnerável (VU).
Conforme a publicação, a atualização é fruto de monitoramento científico e visa direcionar esforços de fiscalização e projetos de recuperação ambiental.
Espécies em foco
Entre as centenas de animais listados, alguns nomes destacam-se pela sua relevância regional e biológica:
| Nome Popular / Grupo | Nome Científico | Categoria | Ambiente |
| Piracanjuba | Brycon orbignyanus | CR | Água Doce |
| Lambari (várias espécies) | Astyanax spp. | CR / EN | Água Doce |
| Cação-mangona | Carcharias taurus | CR | Marinho |
| Raia-viola | Pseudobatos horkelii | CR | Marinho |
| Surubim-do-Iguaçu | Steindachneridion melanodermatum | CR | Água Doce |
| Cherne-povero | Polyprion americanus | CR | Marinho |
| Peixe-rei | Odontesthes bicudo | EN | Água Doce |
| Bagre-cego-de-Iporanga | Pimelodella kronei | EN | Água Doce (Cavernas) |
| Garoupa-verdadeira | Epinephelus marginatus | EN | Marinho |
| Tambaqui | Colossoma macropomum | VU | Água Doce |
| Dourado-anão | Salminus hilarii | VU | Água Doce |
| Cavalo-marinho | Hippocampus reidi | VU | Marinho |
| Pacu-prata | Mylossoma acanthogaster | VU | Água Doce |
| Guaiamum-Caranguejo | Cardisoma guanhumi | VU | Marinho/Costeiro |
| Lagosta-pintada | Panulirus echinatus | VU | Marinho |
Além dos peixes continentais e marinhos, a portaria alerta para a situação crítica de invertebrados, como certos corais e caranguejos, incluindo o conhecido Guaiamum, que também sofrem com a perda de habitat e a poluição dos oceanos.
O texto entra em vigor imediatamente, servindo como base para que órgãos ambientais e a sociedade civil atuem na preservação desses recursos naturais indispensáveis para o equilíbrio dos ecossistemas brasileiros.
Primeira Página





