Enfim chegou a Copa do Mundo, a maior copa de todos os tempos e nossa seleção mais uma vez disputando a classificação não foi bem, deixando os brasileiros temerosos e desconfiados pela suas chances e participação.
Mas, quando chega a semana e começam as disputas tudo muda e a euforia toma conta de todos, é copa do mundo no lanche da manhã, no almoço, no café e no jantar.
E mesmo quem não é habitual frequentadora de campos de futebol ou mesmo de Brasileirão ou acompanha jogos pelas mídias como Champion Legue, Libertadores e outros campeonatos de menor apelo, a Copa do Mundo é especial.
E me deparo vendo meus netos, genros, filhas, amigas, irmãs, aliás todos os brasileiros, na maior preparação para torcer pelo Brasil, apesar de todas incertezas de sua participação, mas afinal somos a única seleção tetra campeã do torneio mundial.
Fazendo algumas pesquisas para reflexão sobre essa euforia, me deparo com alguns comentários (página Metrópoles) das profissionais da psicologia, como Candice Galvão, que afirma que do ponto de vista psicológico, a Copa do Mundo representa um dos raros momentos em que milhões de pessoas passam a compartilhar, simultaneamente, uma mesma narrativa emocional.
Ou ainda na avaliação de Bárbara de Lara, o futebol no Brasil não é apenas um esporte, mas sim, uma parte cultural muito forte. “O famoso país do futebol”, enfatiza.
“Quando a Copa do Mundo se aproxima, a identidade coletiva se fortalece, a percepção de que fazemos parte de um grupo e que o sucesso ou fracasso desse grupo nos pertence também. Normalmente, é uma época em que há uma anestesia, a felicidade se instala e os problemas são momentaneamente esquecidos”, analisa a psicóloga.
Mas não é exagero afirmar que essa mobilização no período do mundial não ocorre apenas por causa do futebol, pois está profundamente relacionada à memória afetiva, à identidade e à necessidade humana de pertencimento.
Os brasileiros se mobilizam ao longo da competição
Conforme Candice, as emoções não são construídas de forma isolada, sendo “atravessadas” pela cultura, história e relações estabelecidas ao longo da vida: “No Brasil, a Copa do Mundo ocupa um lugar simbólico muito forte porque conecta gerações e desperta lembranças de encontros familiares, jogos assistidos na casa dos avós, camisas da Seleção usadas na escola, ruas decoradas e gols comemorados ao lado de pessoas importantes.”
Com mesmo ponto de vista, Bárbara de Lara salienta que a Copa do Mundo tem a memória afetiva como “forte componente”. Ela frisa: “Muitos brasileiros associam o torneio a momentos marcantes da infância: o cheiro de churrasco, a casa cheia de gente, o pai comemorando. Isso aciona o sistema límbico de forma quase automática, gerando emoções intensas antes mesmo da bola rolar. ”
Para as psicólogas, os brasileiros se envolvem com a Copa do Mundo devido à memória afetiva, à identidade e à necessidade de pertencimento
Segundo Candice, o campeonato proporciona algo único. “Por alguns instantes, diferenças sociais, políticas e regionais parecem perder espaço diante de uma expectativa comum. Essa sensação de fazer parte de algo maior do que nós mesmos produz uma experiência emocional muito poderosa”, argumenta a neuropsicóloga.
A especialista explica que os brasileiros não emocionam apenas com o jogo. Candice Galvão esclarece que os torcedores verde-amarelos ficam envolvidos porque a Copa do Mundo os reconecta a pessoas, histórias e lembranças de pertencimento. “Talvez a maior emoção da competição não esteja somente no futebol, mas na necessidade profundamente humana de pertencer”, finaliza.
A Copa do Mundo reconecta pessoas, histórias e lembranças de pertencimento e emotivas, as memorias afetivas que atingem a cada um.
Esses envolvimentos que fortalecem e estimulam a energia que criam uma energia que envolve a todos eu costumo chamar de egrégora.
E ainda refletindo sobre essa verdadeira egrégora, cujo conceito espiritual e esotérico descreve a força de energia gerada e sustentada por um grupo de pessoas unidas por um mesmo propósito, sentimento ou crença. No contexto da Copa do Mundo, o termo é frequentemente usado para se referir à atmosfera mística, torcida e à “corrente” de pensamentos de milhões de pessoas torcendo juntas.
O fenômeno da egrégora na Copa do Mundo envolve massa coletiva, onde a emoção combinada de torcedores no estádio e ao redor do planeta atua como um campo vibracional focado em um só objetivo de ver sua seleção ser a campeã, nada menos do que isso.
Toda essa energia gerada pelo coletivo afeta o ambiente, unindo os torcedores e fortalecendo o sentimento de identidade e pertencimento nacional.
Vamos Brasil, que a seleção siga em frente com galhardia e dedicação, que nós brasileiros estaremos aqui unidos emanando energia positiva aos jogadores e acreditando na vitória, sempre pelo caminho do sol, na cultura da paz e sem medo de ser feliz!
Dra. Iacita Azamor Pionti – Advogada e Coordenadora Municipal da Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande-MS





