Professores ocuparam a frente do Paço Municipal em protesto pelo reajuste salarial | (Foto: Ingrid Rocha)
Professores da Rede Municipal de Ensino (Reme) ocuparam a frente da Prefeitura de Campo Grande na manhã desta sexta-feira (12) em protesto pelo cumprimento do reajuste salarial de 5,4%, previsto na política nacional do piso do magistério para a jornada de 20 horas. Conforme a organização, 3 mil professores participam.
A mobilização ocorreu após a paralisação das atividades nas escolas municipais, que permaneceram fechadas durante todo o dia.
A categoria decidiu pela paralisação em assembleia realizada no último dia 8, com a participação de cerca de 300 profissionais, em reunião promovida pelo Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP). Após concentração na sede da entidade, os educadores seguiram em passeata até a sede do Executivo municipal, onde realizaram manifestação em frente ao Paço Municipal.
Segundo a ACP, a prefeita Adriane Lopes (PP) informou à categoria que o município não possui disponibilidade financeira para cumprir, neste momento, o reajuste reivindicado. A data-base do aumento é maio e o percentual faz parte da repactuação firmada entre a prefeitura e os professores em 2025.
A categoria cobra o cumprimento integral do acordo firmado anteriormente e afirma que seguirá mobilizada até que haja uma resposta concreta da administração municipal sobre a concessão do reajuste.
Semed se posiona
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou que a suspensão das aulas ocorreu em todas as unidades da Rede Municipal de Ensino em razão da paralisação comunicada pela categoria.
A pasta informou ainda que as formações pedagógicas previstas para esta sexta-feira também foram suspensas e serão reprogramadas em outra data.
“A Semed esclarece ainda que todas as unidades escolares permanecerão fechadas, sem atendimento administrativo. O cronograma de reposição será divulgado em breve, assegurando o cumprimento dos 200 dias letivos e das 800 horas anuais, conforme estabelece a legislação educacional vigente”, diz trecho da nota.
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