Azambuja consolida “superbancada” do PL em MS e sela apoio a Flávio Bolsonaro
Com a maior bancada da história do PL em Mato Grosso do Sul, Reinaldo atende pedido de Jair Bolsonaro, isola a esquerda em MS e sela o compromisso de entregar o maior palanque conservador do País
O cenário político de Mato Grosso do Sul vive um momento de reconfiguração histórica sob a estratégica liderança de Reinaldo Azambuja. O ex-governador não apenas consolidou o Partido Liberal (PL) como a maior força da Assembleia Legislativa nesta segunda-feira (30), mas posicionou a sigla como o pilar central para as eleições de 2026.
O evento, que reuniu diversas lideranças na sede estadual do partido, não foi apenas uma formalidade burocrática, mas uma demonstração de força coordenada. Atendendo a um convite direto de Jair Bolsonaro para comandar o PL em Mato Grosso do Sul, Reinaldo oficializou a filiação de cinco deputados estaduais de peso: Mara Caseiro, Zé Teixeira e Paulo Corrêa (vindos do PSDB), além de Márcio Fernandes (ex-MDB) e Lucas de Lima (que estava sem partido). Com a soma de Coronel David e Neno Razuk, o PL agora detém sete das 24 cadeiras da Casa, isolando-se como a força hegemônica do Legislativo.
Dep. Lucas de LimaDep. Márcio FernandesDep. Zé TeixeiraDeputado Paulo CorrêaDeputada Mara Caseiro
O Projeto
A estratégia é clara: fortalecer a direita no Estado para garantir a eleição de uma bancada recorde e pavimentar o caminho de Flávio Bolsonaro ao Planalto. O movimento ganha ainda mais peso com o favoritismo do próprio Azambuja, que hoje lidera as pesquisas de intenção de votos para o Senado Federal em MS.
Para Reinaldo, o crescimento do PL é o cumprimento de um compromisso firmado com a família Bolsonaro e com a cúpula nacional do partido. Com Flávio Bolsonaro liderando as pesquisas presidenciais no País, Reinaldo entende que Mato Grosso do Sul deve ser o exemplo de unidade conservadora.
“Nosso compromisso é com o presidente Bolsonaro e com o projeto do Flávio. O PL cresce para evitar que o Brasil siga rumo ao abismo de um quarto mandato petista. Precisamos reestabelecer a ordem e garantir que o Legislativo volte a ter sua soberania respeitada”, afirmou o dirigente, criticando o que chamou de “interferências indevidas” do Judiciário.
Com o pragmatismo que lhe é peculiar, Azambuja projeta que o PL terminará 2026 com a maior bancada eleita da história recente do Estado. Ele trabalha com a meta de eleger ao menos sete deputados estaduais, podendo chegar a oito. A estratégia baseia-se na viabilidade eleitoral e no “coeficiente” partidário, evitando os erros de 2022 onde candidatos bem votados ficaram de fora por falta de uma legenda forte.
Além da Assembleia, o foco é o Senado. Como o nome mais forte nas pesquisas atuais para o Senado, Reinaldo Azambuja pretende usar seu capital político para puxar um segundo nome da direita, seja ele Capitão Contar, Gianni Nogueira ou Marcos Pollon — garantindo duas cadeiras liberais em Brasília para dar sustentação a um eventual governo de Flávio Bolsonaro.
“União é a palavra. Juntos venceremos”
O governador Eduardo Riedel (PP) e o ex-governador, presidente do PL-MS, Reinaldo Azambuja
Durante o evento, que contou com a presença do governador Eduardo Riedel (PP), cuja aprovação chega a 75% nas últimas pesquisas, Azambuja enviou um recado aos “hesitantes” da direita. Criticou indiretamente a fragmentação do campo conservador e defendeu pautas urgentes, como a anistia aos envolvidos no 8 de janeiro e o indulto para Jair Bolsonaro.
“Hoje, você aprova uma emenda no Congresso e o Judiciário chama para uma mesa de negociação. Está tudo errado. Precisamos reestabelecer a ordem”, enfatizou Reinaldo.
Em um recado velado a outras candidaturas, como a de Ronaldo Caiado (PSD), Azambuja foi enfático ao dizer que “só aos adversários interessa a fragmentação da direita”. Para ele, a união em torno de Flávio Bolsonaro é a única via para reverter a margem estreita que deu a vitória à esquerda em 2022.
Com a “sola do sapato” gasta e o prestígio de quem transformou Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja encerrou o evento com uma promessa de combate: o PL de MS não é apenas um partido, é o motor de um projeto nacional que pretende mudar o comando do Brasil: “Temos time, temos resultados e vamos vencer”, concluiu.