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O “pequeno gigante” que com humor transformou limites em realizações

Foto destaque: Mary Vasques

Existem pessoas que parecem ter o dom de ajustar o foco do nosso olhar. Nesta sexta-feira, 24 de abril, Campo Grande recebeu uma dessas pessoas raras. Leonardo Núñez de Miranda Reis, o Gigante Léo! Ele não veio apenas para cumprir uma agenda ou celebrar o Dia do Auditor, ele veio para nos oferecer uma lente nova, mais humana e muito mais bonita, sobre o que realmente significa ser “grande”, ou melhor, Gigante!

Léo é um homem de muitas camadas: é o humorista que nos faz rir das nossas próprias falhas, o ator que empresta alma aos personagens, o influenciador que move multidões e o auditor primoroso que cuida do controle externo no TCM do Rio de Janeiro.

Mas, para além dos títulos, ele é alguém que aprendeu a escalar o mundo desde 1979.

Nascer pequeno em um planeta desenhado para gigantes não é apenas um detalhe biográfico; é um desafio que ele enfrentou com muita coragem e um sorriso constante.

Na palestra que foi mais um bate-papo, Gigante Léo nos conduziu por uma jornada de profunda reflexão. Ele contou que deve à sua mãe, a sua forma leve de encarar os abismos que a vida lhe apresentou. Foi ela quem, com muita sabedoria e amor genuíno, o criou para que ele nunca se visse como menos, mas sempre como mais.

Ela não lhe deu apenas suporte; deu-lhe a arquitetura necessária para construir a sua própria autoestima. E sobre essa base, Léo construiu tudo: passou em concurso público, virou ator e humorista, casou-se e hoje tem na filha a bússola que guia seu coração.

O auge da manhã, porém, reservava um roteiro que nem o melhor humorista poderia prever.

Enquanto projetava fotos de sua trajetória e histórias, eu me peguei em um momento de pura nostalgia e admiração. Léo provavelmente não imaginava que, na plateia, esta jornalista que vos escreve, já era sua fã muito antes desse encontro.

Minha memória voltou aos dias em que eu torcia fervorosamente por ele na TV, mais precisamente em 2012, quando ele venceu o Prêmio Multishow de Humor. Eu me lembro dele como o “Pequeno Incrível Hulk”, uma caracterização caricata, sim, mas que já deixava transparecer uma força interior que nenhum efeito especial seria capaz de simular.

Então Gigante Léo lançou uma pergunta provocativa à plateia: “Alguém aqui viu essa minha primeira aparição no programa?”. Antes mesmo que alguém pudesse processar, ele mesmo brincou, com sua rapidez habitual: “Claro que ninguém viu…”.

Foi nesse instante que a jornalista e a fã falaram mais alto. Do fundo do auditório, em pé, eu não me contive e respondi: “Eu vi sim! E ainda torci muito por você!”. O auditório se virou. O silêncio da surpresa deu lugar a uma onda de olhares curiosos para ver quem era aquela pessoa que, lá em 2012, já vibrava com a vitória do “Pequeno Incrível Hulk”.

Ainda no meu momento, completei dizendo que, dos seus trabalhos, só não havia assistido à peça de teatro porque ela ainda não tinha vindo para Campo Grande, mas os filmes, programas e cada passo de sua carreira, eu e meus filhos, acompanhamos celebrando cada vitória como se fosse de um velho amigo.

A verdade é que, a apresentação do Gigante Léo não foi apenas sobre humor; foi sobre humanidade. Ao mostrar uma vida de superações, ele nos levou a refletir sobre nossas próprias barreiras. Ele é verdadeiramente um Gigante, não apenas no conhecimento e na vivência, mas principalmente na generosidade de sua alma.

Ao final, ficou o aprendizado mais valioso: o amor não tem tamanho e que a competência não conhece limites físicos. Saímos todos um pouco maiores do que entramos.

Obrigada, Gigante Léo! Você não apenas passou por Mato Grosso do Sul, mas nos inspirou e nos provou que, ‘ser deficiente, é não saber amar demais’, e que para tocar as estrelas, não é preciso ser alto, basta ter a alma Gigante!

Eu e o meu amigo Gigante

Olga Cruz

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